Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

A história da gravata no vestuário masculino

A gravata evoluiu de peça prática a símbolo de prestígio, adaptando-se a estilos e nós, moldando o vestuário masculino

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A gravata tem origem associada aos soldados croatas que, na Guerra dos Trinta Anos, usavam lenços no pescoço; Luís XIII popularizou o acessório na corte francesa.
  • O termo deriva do francês cravate, fruto da raiz croat (croata); há relatos de usos antigos em Egito, China e Roma que influenciaram seu desenvolvimento.
  • A gravata moderna ganhou definição por volta de 1860; no século XIX surgiram formatos como a gravata borboleta e, ao longo do tempo, ganhou função de status e formalidade.
  • Inicialmente prática (calor, proteção), a gravata tornou-se símbolo de prestígio e, no final do século XIX, passou a ser usada por mulheres como símbolo de independência.
  • Entre os modelos e nós mais conhecidos estão o Windsor, meio-Windsor, americano e Shelby; há variações de largura, padrões e texturas que acompanham tendências.

A gravata, símbolo de elegância masculina, consolidou-se como acessório clássico ao longo da história. A explicação mais aceita aponta a origem entre soldados croatas que, durante a Guerra dos Trinta Anos, amarravam lenços no pescoço como parte do uniforme. Assim, protegiam o pescoço e prendiam a roupa superior.

O rei Luís XIII da França ficou impressionado com o visual prático e elegante dos croatas e incorporou a peça à moda da corte. Do francês cravate deriva o termo gravata, uma corruptela de croat, referência direta aos mercenários croatas.

Origens e primeiras formas

Arqueólogos identificaram em múmias egípcias um amuleto conhecido como Nó de Ísis, feito de cornalina, jaspe ou vidro vermelho. Mantinha a forma de um cordão com nó, supostamente para proteger o falecido na eternity. A função era simbólica, não estética.

Outra narrativa aponta guerreiros do imperador chinês Shih Huang Ti usando cachecol com nó, para sinalizar status entre as tropas. A prática também aparece em relatos sobre oradores romanos, que buscavam aquecer a garganta.

Consolidação na Europa

Ao longo do século XIX, o cravate ganhou forma mais definida e se difundiu pela Europa, sobretudo em ocasiões formais. O que hoje conhecemos como gravata moderna surgiu por volta de 1860, quando lenços passaram a ser confeccionados em linha.

Na mesma época, a gravata borboleta ganhou destaque entre a elite e acadêmicos, consolidando um look mais compacto e sociamente reservado. A gravata inicialmente tinha funções práticas, incluindo aquecer, proteger do pó e até estancar sangramentos.

Expansão e funções sociais

Com o passar do tempo, a gravata tornou-se símbolo de status, poder e formalidade no vestuário masculino. No final do século XIX, mulheres passaram a adotar o acessório, associando-o a independência e igualdade, conforme some movimentos da época.

Hoje, modelos variam entre o estilo clássico largo e o slim, este último com visual mais contemporâneo para eventos menos formais. A borboleta permanece como opção mais formal, para ocasiões especiais.

Variedades, nós e expressão

As gravatas podem ser lisas, estampadas com bolinhas ou losangos, ou apresentarem padrões all-over. Texturas como tricô e efeitos drapeados aparecem em modelos mais sofisticados. A escolha envolve tecido, cor e tipo de nó.

Entre os nós mais conhecidos estão Windsor, meio-Windsor, americano e Shelby (Pratt). A prática de prende-la começa com a ponta larga passando sobre a estreita, ajustando ao comprimento desejado.

Papel atual da gravata

A gravata evolui conforme tendências e permite expressão de personalidade sem perder a função original. Mantém-se como item versátil, presente em ambientes de negócios, eventos formais e situações profissionais ao redor do mundo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais