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CBF aumenta investimentos, paga ações e registra déficit de 182 milhões em 2025

CBF fecha balanço de 2025 com déficit de R$ 182 milhões, devido a Icasa e redução de receitas de transmissão, mas mantém caixa de R$ 1,9 bilhão

Sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro
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  • A CBF fechou 2025 com déficit de R$ 182 milhões, conforme balanço aprovado pela assembleia.
  • A receita operacional ficou em R$ 1,193 bilhão em 2025, ante R$ 1,302 bilhão em 2024, com queda principalmente pela menor receita de transmissão da Série B e patrocínios.
  • A entidade tem hoje caixa de cerca de R$ 1,9 bilhão e espera que a Nike e outros patrocínios contribuam a partir de 2027, quando o impacto positivo deve ocorrer.
  • As despesas subiram, incluindo contratação de Carlo Ancelotti (salário de R$ 5 milhões por mês), investimentos em Copa do Brasil, Série D e no futebol feminino, além de pagamentos a Dorival Júnior e provisões relacionadas ao Icasa.
  • O Icasa venceu processo contra a CBF, levando a um pagamento de R$ 80 milhões, contribuindo significativamente para o déficit; a previsão para 2026 é de déficit de cerca de R$ 200 milhões, com equilíbrio esperado em 2027.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerrou 2025 com deficit de R$ 182 milhões, conforme balanço aprovado pela assembleia. O resultado negativo ocorreu pese aos investimentos da entidade em seleção, competições e no processo envolvendo Icasa.

O crescimento de gastos, sobretudo com a seleção, novas ações em torneios e o custo do processo Icasa, puxou o déficit. Em contrapartida, houve queda na receita de direitos de transmissão, fator que contribuiu para o resultado. Em 2024, a CBF registrou superávit de R$ 107 milhões.

Balança, caixa e perspectivas

Mesmo com o déficit, a diretoria, agora sob comando de Samir Xaud, permanece otimista. A instituição tem caixa de R$ 1,9 bilhão e aposta que o efeito do novo contrato com a Nike, além de outros patrocínios, começará a se refletir em 2027.

A receita operacional fechou em R$ 1,193 bilhão em 2025, frente a R$ 1,302 bilhão em 2024. A queda está associada principalmente à redução no valor do contrato de transmissão da Série B, que antes recebia mais de R$ 200 milhões e agora vigorou em acordo com a FFU.

Despesas e responsabilidades

As despesas subiram de R$ 1,078 bilhão em 2024 para R$ 1,166 bilhão em 2025. Entre os principais itens, destacam-se contratação de Carlo Ancelotti (salário de cerca de R$ 5 milhões mensais), investimentos em Copa do Brasil, Série D e no futebol feminino, além de pagamento a Dorival Júnior, demitido durante o ano.

O Icasa teve impacto relevante: a Justiça concedeu ganho de causa ao clube cearense em 2025, levando a CBF a pagar R$ 80 milhões, quitados pela confederação. Também houve provisões de R$ 40 milhões para passivos com ações e fornecedores.

Futuro e compromissos

Para 2026, a CBF prevê novo déficit próximo de R$ 200 milhões, com objetivo de retomar equilíbrio financeiro em 2027. O planejamento envolve continuidade de investimentos na seleção e em competições, incluindo custos com VAR semi-automático, ampliação da profissionalização da arbitragem e novas ligas regionais. Com o caixa robusto, a gestão visa dar continuidade aos projetos, mesmo diante de várias responsabilidades.

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