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Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido

Instituto Nacional do Câncer projeta 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028; 27% dos brasileiros não sabem que o câncer pode ser prevenido

Brasil terá 781 mil novos casos anuais de câncer até 2028 segundo estudo; na imagem, mãos segurando laço de fita azul, símbolo da prevenção do câncer
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  • O INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, e 27% dos adultos não sabem que a doença pode serPrevenida.
  • Entre os fatores de risco mais reconhecidos pela população estão tabagismo (90,5%), genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%).
  • Fatores menos reconhecidos incluem excesso de peso (54,1%), bebidas adoçadas/baixa ingestão de frutas e verduras (55,3% e 53,3%), sedentarismo (48,3%) e carne vermelha (27,5%).
  • Mais de seis em cada dez brasileiros acreditam que suplementos de vitaminas e minerais reduzem o risco, porém não há evidência científica nesse efeito.
  • Aproximadamente quarenta por cento não reconhecem o aleitamento materno como proteção para câncer de mama; na alimentação, quase a metade consome ultraprocessados, com jovens apresentando piores indicadores de consumo e de conhecimento.

O Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, aponta o INCA. Mesmo assim, 27% dos adultos não sabem que a doença pode ser prevenida. O estudo integra o projeto Mais Dados Mais Saúde, de Umane e Vital Strategies, com apoio do INCA.

Entre os fatores de risco amplamente reconhecidos pela população estão o tabagismo (90,5%), a genética (89,4%) e a exposição solar excessiva (88,3%). Campanhas públicas ajudam a manter esse conhecimento, segundo a pesquisa.

Fatores com menor reconhecimento epidemiológico aparecem pouco presentes: excesso de peso (54,1%), consumo de bebidas açucaradas (55,3%), baixa ingestão de frutas e verduras (53,3%) e sedentarismo (48,3%). A carne vermelha é citada como risco por 27,5%.

Percepções e erros comuns

Mais de 61% dos brasileiros acreditam que suplementos vitamínicos reduzem o risco de câncer. Técnicos do INCA apontam que não há evidência de proteção, e indicam obter nutrientes por alimentação saudável. Suplementos devem ser usados apenas sob orientação médica.

Quatro em cada dez não reconhecem o aleitamento materno como fator de proteção para o câncer de mama. O benefício aumenta com maior tempo de amamentação, segundo a área técnica do INCA.

Hábitos e estilos de vida

Cerca de 45% consomem ultraprocessados e tentam reduzir esse consumo. Em relação à carne vermelha, 45% afirmam consumir sem reduzir, o que reforça a necessidade de comunicação sobre esse fator de risco. Jovens até 24 anos apresentam piores indicadores de consumo.

Sobre atividade física, 52,2% dizem praticar alguma prática regular. Entre os não praticantes, 39% desejam começar. Pessoas com renda menor demonstram menos conhecimento sobre o sedentarismo como risco.

Em relação ao peso, 48,8% se consideram com peso saudável. Entre os que reconhecem excesso, 31% tentam melhorar a situação. A percepção está associada a fatores como renda, com maior busca por mudanças entre indivíduos com renda superior a R$ 3 mil.

O álcool é reconhecido como fator de risco por 71,3% da população. Metade não consome bebidas alcoólicas; entre os que bebem, 32,5% já tentaram reduzir. Jovens apresentam menor propensão a reduzir o consumo.

Caminhos para a prevenção

Os resultados sugerem que fatores de risco bem divulgados ganham maior notoriedade, enquanto hábitos de vida modernos ainda não são plenamente reconhecidos. Políticas públicas podem ampliar esse conhecimento e facilitar mudanças de comportamento.

Para aumentar a prevenção, o estudo recomenda campanhas que abordem fatores menos estudados, além de taxação de ultraprocessados e álcool, rotulagem de alimentos e ampliação de espaços para atividade física. Também enfatiza o fortalecimento de diagnóstico precoce e programas de cessação do tabagismo.

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