O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (16) que a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros será aplicada à maior parte das exportações do país. A medida entra em vigor em 22 de julho.
O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (16) que a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros será aplicada à maior parte das exportações do país. A medida entra em vigor em 22 de julho.
Entre os principais setores afetados estão máquinas industriais, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, equipamentos elétricos e eletrônicos que não integram a lista de isenções, além de autopeças, calçados, vestuário, móveis, ferramentas de jardinagem e diversos produtos manufaturados. O etanol brasileiro também será atingido pela nova tarifa de 25%.
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Também permaneceram sujeitos ao tarifaço produtos como açúcar orgânico, granitos e mármores, além de itens da indústria de papel e madeira que não constam na relação de exceções.
Durante a consulta pública realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), representantes de diversos setores solicitaram que esses produtos fossem retirados da lista de bens sujeitos à tarifa.
Entre os pedidos estavam máquinas agrícolas, vestuário, equipamentos elétricos, calçados, ferramentas de jardinagem, máquinas para mineração, açúcar orgânico, componentes de borracha para veículos e máquinas, produtos de pedra e diversos bens manufaturados.
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No entanto, o governo americano rejeitou os pedidos. Segundo o USTR, embora alguns desses produtos não sejam fabricados em grande escala nos Estados Unidos, eles podem ser obtidos de outros países.
A agência também avaliou que as tarifas não devem provocar desabastecimento nem causar impactos econômicos generalizados, motivo pelo qual decidiu manter a cobrança de 25% sobre esses itens.
O órgão ainda afirmou que o objetivo da medida é aumentar a pressão sobre o Brasil para eliminar práticas comerciais consideradas “prejudiciais aos interesses americanos”. Por isso, concluiu que ampliar a lista de exceções reduziria a efetividade da ação tarifária.
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