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Stonehenge: estudo indica origem da pedra central na Escócia

Estudo aponta origem escocesa da pedra central de Stonehenge, transportada por pelo menos setecentos e cinquenta quilômetros até o monumento

Vista de Stonehenge, patrimônio mundial da humanidade, em Wiltshire, na Inglaterra.
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  • Novo estudo aponta que a pedra central de Stonehenge não é de origem galesa, mas escocesa, vindo do nordeste da Escócia, a pelo menos 750 km de distância.
  • A pedra, chamada “pedra do altar”, tem cerca de cinco metros de comprimento e pesa seis toneladas.
  • A análise química e a datação dos minerais foi realizada por equipes da University College London, Curtin University, University of Adelaide e Aberystwyth, com publicação na revista Nature.
  • Os pesquisadores indicam que a origem pode incluir o arquipélago de Orkney, e discutem possíveis rotas de transporte, entre terrestre e marítima, para chegar a Salisbury Plain.
  • A descoberta pode reescrever o que se entende sobre o Neolítico tardio nas Ilhas Britânicas, segundo o pesquisador envolvido.

O Stonehenge pode ganhar uma nova perspectiva sobre sua montagem após um estudo recente indicar que uma das pedras centrais não tem origem galesa, mas sim escocesa. A “pedra do altar”, enorme bloco de arenito com cerca de 5 metros de comprimento, teria viajado até o monumento a partir do nordeste da Escócia, em uma distância de pelo menos 750 km. A descoberta foi publicada na revista Nature e envolve pesquisadores de várias instituições.

Segundo os pesquisadores, a evidência química da rocha aponta para uma origem fora de Preseli, região de onde vêm outras pedras, no sudoeste da Gales. A equipe, liderada por Anthony Clarke, da Curtin University, analisou a idade dos minerais da pedra para traçar uma “impressão digital” de idade que correlaciona com rochas da Bacia Orcadiana, no nordeste da Escócia.

A partir da comparação da assinatura mineral com rochas conhecidas, o estudo sugere que a pedra poderia ter origem em ilhas do arquipélago de Orkney, ou mesmo mais distante na Escócia continental. Rob Ixer, da University College London, destaca que a conclusão muda a compreensão do Neolítico tardio no conjunto das Ilhas Britânicas.

Metodologia da pesquisa

A investigação reuniu especialistas das Universidades de Curtin e Adelaide, na Austrália, Aberystwyth, no País de Gales, e a UCL. A análise química detalhada permitiu construir um retrato da idade dos minerais presentes na pedra, permitindo a comparação com rochas de diferentes regiões.

Impactos e interpretações

A descoberta é descrita como surpreendente por alguns especialistas, mas não altera o consenso científico sobre a autenticidade dos métodos empregados. A nova origem vislumbrada para a pedra levanta questões sobre caminhos de transporte na pré-história britânica, incluindo a possibilidade de deslocamento por terra ou por via marítima.

Comentadores independentes apontam que, embora haja incertezas sobre o trajeto exato, a hipótese de transporte terrestre não é descartada, dada a geografia histórica da região. A pesquisa enfatiza que novas evidências podem exigir revisões adicionais ao longo dos próximos anos.

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