- Lucas Arruda é o primeiro artista do Hemisfério Sul a expor no Museu d’Orsay, em Paris, com a mostra “Qu’importe le paysage”.
- A exposição apresenta trinta obras da série “Deserto-modelo” e ficará em cartaz até 20 de julho.
- As obras de Arruda dialogam com mestres do impressionismo, como Monet e Pissarro, destacando a luz e a paisagem.
- Além do Museu d’Orsay, a série “Deserto-modelo” será exibida até 5 de outubro no Carré d’Art, em Nîmes, França.
- Arruda incorpora elementos da cultura brasileira, como o curupira, em suas paisagens, que refletem um “Brasil meio cinza”.
Lucas Arruda é o primeiro artista do Hemisfério Sul a expor no Museu d’Orsay, em Paris, com a mostra “Qu’importe le paysage”. A exposição, que ficará em cartaz até 20 de julho, apresenta 30 obras da série “Deserto-modelo”, em diálogo com mestres do impressionismo, como Monet e Pissarro.
As pinturas de Arruda exploram a luz e a paisagem, criando uma experiência contemplativa. “Quando sinto o barato da luz, sei que terminei uma pintura”, afirma o artista. Suas obras, que medem 24 x 30 cm, revelam uma linha do horizonte que divide céu e terra, mas a luz esfumaçada torna as formas nebulosas, desafiando a percepção do espectador.
Diálogo com os Impressionistas
A mostra no D’Orsay destaca a justaposição de cinco telas de Monet, que retratam a catedral de Lyon, e cinco de Arruda, com suas matas e florestas. “Pintar a mesma coisa várias vezes tem um aspecto quase filosófico”, diz o artista, que busca descobrir o novo em paisagens conhecidas.
Arruda, que começou sua carreira pintando retratos, encontrou sua identidade nas paisagens imaginárias há 15 anos. Ele também menciona sua experiência no boxe, que influenciou sua visão artística. “A luz dos impressionistas é mais alegre; a minha é mais difícil, vem mais devagar”, reflete.
Exposição em Nîmes
Além do Museu d’Orsay, a série “Deserto-modelo” estará em exibição até 5 de outubro no Carré d’Art, em Nîmes, França. Arruda, que possui obras em instituições como o Masp e o Guggenheim, continua a evoluir sua linguagem artística, incorporando novos elementos e contrastes em suas paisagens.
O artista também revela a presença do curupira em suas obras, um símbolo do mistério da floresta. “Ele já existia nas minhas matas, só não era representado”, explica. Essa conexão com o Brasil se reflete em suas paisagens luminosas, que, segundo ele, não representam o Brasil tropical, mas um “Brasil meio cinza”.
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