- Sessenta por cento dos homens brasileiros acima de 50 anos nunca fizeram exames para detectar a hiperplasia benigna da próstata (HPB), segundo pesquisa da farmacêutica Apsen e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
- Muitos confundem os sintomas da HPB com os do câncer de próstata, o que pode levar a complicações graves.
- A HPB é comum, afetando mais da metade dos homens nessa faixa etária, com a taxa subindo para 80% aos 90 anos.
- O diagnóstico pode ser feito por meio de exame de toque retal e ultrassom.
- Médicos recomendam que homens a partir dos 40 anos consultem um urologista anualmente para evitar diagnósticos tardios.
Seis em cada dez homens brasileiros acima de 50 anos nunca realizaram exames para detectar a hiperplasia benigna da próstata (HPB), segundo pesquisa da farmacêutica Apsen em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A pesquisa, realizada pela Ipsos, revelou que muitos confundem os sintomas da HPB com os do câncer de próstata, o que pode resultar em complicações graves.
A HPB é uma condição comum que afeta mais da metade dos homens nessa faixa etária, com a taxa subindo para 80% aos 90 anos. Embora o crescimento da próstata seja natural, ele pode causar problemas urinários, aumentando o risco de complicações sérias na bexiga e nos rins. O médico Mauro Muniz, presidente da SBU-RJ, alerta que modificações na forma de urinar não devem ser vistas como normais e precisam ser investigadas.
A pesquisa também revelou que 60% dos homens acreditam que não tratar a HPB pode levar ao câncer, o que não é verdade. Apesar de os sintomas serem semelhantes, as duas condições não estão relacionadas. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com cerca de 71,7 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A avaliação médica é crucial. O diagnóstico de HPB pode ser feito por meio de exame de toque retal e ultrassom. Muniz enfatiza que homens a partir dos 40 anos devem consultar um urologista anualmente. A falta de acompanhamento médico pode levar a diagnósticos tardios, aumentando o risco de complicações e reduzindo as chances de tratamento eficaz.
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