- O pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza passa por um restauro orçado em € 200 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
- As obras visam restaurar a transparência original do espaço, incluindo paredes de vidro e claraboias.
- O projeto, inaugurado em 1964, foi assinado pelos arquitetos Giancarlo Palanti, Henrique Mindlin e Walmyr Lima Amaral.
- As intervenções incluem a recuperação da laje e a substituição do acrílico por vidro, melhorando a iluminação natural.
- O pavilhão é um símbolo da cultura nacional e um espaço importante para a arte contemporânea, tendo recebido o Leão de Ouro em 2021.
O pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza, projetado na década de 1960, passa por um restauro significativo, orçado em € 200 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão). As obras visam restaurar a transparência original do espaço, que inclui paredes de vidro e claraboias, e devem ser concluídas no próximo ano.
O projeto, assinado pelos arquitetos Giancarlo Palanti, Henrique Mindlin e Walmyr Lima Amaral, foi inaugurado em 1964. Desde então, o pavilhão sofreu diversas reformas que comprometeram sua estrutura e estética. As aberturas laterais, que proporcionavam uma conexão visual com os jardins, foram cobertas ao longo do tempo, e os painéis de madeira se deterioraram.
Restauração e Modernização
As intervenções atuais incluem a recuperação da laje do pavilhão e a substituição do acrílico por vidro nas claraboias, seguindo o design original. Essa mudança visa melhorar a iluminação natural das galerias, permitindo que a luz inunde o espaço, como era a intenção inicial dos arquitetos.
O pavilhão, que abriga as representações oficiais do Brasil nas mostras de arte e arquitetura da Bienal, é um dos poucos espaços permanentes mantidos por nações no evento. Em 2021, o Brasil foi agraciado com o Leão de Ouro, o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, destacando a importância do pavilhão na cena artística internacional.
Importância Cultural
A restauração do pavilhão não apenas preserva um marco da arquitetura brasileira, mas também reafirma o compromisso do Brasil com a arte contemporânea. O espaço, que conta com duas salas e um espelho d’água no jardim, é um símbolo da cultura nacional e um ponto de encontro para artistas e visitantes durante as bienais, que ocorrem em anos alternados.
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