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Alergênicos danificam células das vias aéreas e provocam tosse e chiado

Estudo revela que proteínas formadoras de poros em alérgenos danificam células das vias aéreas e podem transformar tratamentos de alergias.

Proteínas formadoras de poros em alérgenos fazem o corpo tossir e espirrar. (Foto: Wavebreak Media ltd/Alamy)
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  • Um estudo publicado na revista Nature revela que proteínas formadoras de poros em alérgenos causam reações alérgicas, como tosse e espirros.
  • Pesquisadores da China identificaram as proteínas Aeg-S e Aeg-L no fungo Alternaria alternata, que afeta cerca de 5% da população.
  • Essas proteínas danificam as membranas das células das vias aéreas, permitindo a entrada de íons de cálcio, o que ativa o sistema imunológico.
  • Experimentos com células pulmonares mostraram que a combinação das proteínas gera uma resposta imune, enquanto a administração isolada não teve o mesmo efeito.
  • Os resultados podem levar a novas estratégias de tratamento para alergias, focando na interferência nas proteínas formadoras de poros.

Um estudo recente publicado na revista *Nature* revela que proteínas formadoras de poros em alérgenos são responsáveis por reações alérgicas, como tosse e espirros. A pesquisa, conduzida por cientistas da China, desafia a compreensão atual sobre como as alergias são desencadeadas, que até então se concentrava em alérgenos individuais.

Os pesquisadores identificaram duas proteínas, chamadas Aeg-S e Aeg-L, presentes no fungo *Alternaria alternata*, que afeta cerca de 5% da população. Essas proteínas criam poros nas membranas das células das vias aéreas, permitindo a entrada de íons de cálcio. Essa entrada provoca a liberação de moléculas que ativam o sistema imunológico, sinalizando a presença de um alérgeno.

Mecanismo de Ação

Para investigar como essas proteínas afetam o sistema imunológico, os cientistas trataram células pulmonares com Aeg-S e Aeg-L. A administração simultânea dessas proteínas gerou uma resposta imune semelhante àquela provocada pelo extrato do fungo. No entanto, essa resposta não foi observada quando as proteínas foram administradas separadamente.

Além disso, os pesquisadores realizaram testes em camundongos, que apresentaram reações alérgicas após a exposição intranasal às proteínas. Após seis horas, os roedores mostraram sinais de inflamação nas vias aéreas e aumento dos níveis de imunoglobulina E (IgE), um anticorpo associado a alergias.

Implicações para Tratamentos

Essas descobertas podem revolucionar as estratégias de tratamento para alergias. Em vez de focar apenas nos alérgenos ou nas respostas imunes subsequentes, os cientistas agora podem explorar formas de interferir nas proteínas formadoras de poros que iniciam a resposta alérgica. Essa nova abordagem pode levar a tratamentos mais eficazes e direcionados para pessoas afetadas por alergias.

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