- Pesquisadores brasileiros e romenos iniciaram escavações na Garganta do Vârghiş, na Romênia, em julho de 2025.
- O objetivo é buscar evidências sobre as interações entre Homo sapiens e neandertais.
- Os primeiros achados incluem dois fragmentos de ossos de animais com aproximadamente 42 mil anos, possivelmente modificados por humanos.
- A pesquisa é uma colaboração entre a Universidade Valahia de Târgoviște e o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, liderada pelo professor Walter Neves.
- As escavações vão até 9 de agosto e visam também a análise de ferramentas e vestígios genéticos na região.
Pesquisadores brasileiros e romenos iniciaram escavações na Garganta do Vârghiş, na Romênia, em busca de evidências sobre as interações entre Homo sapiens e neandertais. Desde 22 de julho de 2025, a equipe tem explorado duas cavernas na região, que é considerada um ponto estratégico para entender a convivência entre essas espécies.
Os primeiros achados incluem dois fragmentos de ossos de animais com aproximadamente 42 mil anos, que parecem ter sido modificados por humanos. A pesquisa é uma colaboração entre a Universidade Valahia de Târgoviște e o Instituto de Estudos Avançados da USP, liderada pelo professor Walter Neves. Ele destaca que a Romênia possui um histórico rico de ocupação humana, com evidências de que sapiens e neandertais coexistiram na região.
A Garganta do Vârghiş é um local promissor para escavações, com mais de cem cavernas que podem conter vestígios de ocupação humana. A equipe busca não apenas ossos, mas também ferramentas e vestígios genéticos que ajudem a entender a relação entre as duas espécies. O uso de técnicas como DNA ambiental sedimentar permitirá a análise de material genético presente no solo.
Além das escavações, o projeto inclui uma reanálise de crânios de hominínios encontrados na região, com o objetivo de entender melhor a variabilidade morfológica entre neandertais e sapiens. As escavações na Romênia, que vão até 9 de agosto, são vistas como uma oportunidade de inserir o Brasil no cenário internacional da paleoantropologia.
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