- O governo Lula lançará uma nova fase do programa Conhecimento Brasil em 2023.
- O objetivo é atrair cientistas de alto nível do exterior e doutores formados no Brasil.
- A nova etapa focará em áreas como inteligência artificial e mudança climática.
- Os pesquisadores deverão se vincular a universidades e instituições de pesquisa brasileiras.
- O edital será divulgado ainda em 2023, com início das atividades previsto para 2026.
O governo Lula deve lançar uma nova fase do programa Conhecimento Brasil ainda em 2023, com o objetivo de atrair cientistas de alto nível do exterior e doutores formados no Brasil. A informação foi confirmada por Ricardo Galvão, presidente do CNPq, em entrevista à Folha. A nova etapa busca responder a críticas recebidas pela fase anterior, que focou na repatriação de cientistas brasileiros no exterior, sem abordar os desafios enfrentados pela pesquisa no Brasil.
A nova fase do programa terá um foco especial em áreas como inteligência artificial e mudança climática. Galvão destacou que há uma demanda crescente por pesquisadores, especialmente dos Estados Unidos, onde cortes significativos em ciência e tecnologia têm ocorrido. “Vamos abrir uma possibilidade para pesquisadores de alto nível que queiram vir para o Brasil”, afirmou.
Os cientistas interessados deverão se vincular a universidades e instituições de pesquisa brasileiras, com a expectativa de que venham para estruturas já estabelecidas. Galvão ressaltou que o programa não permitirá que os pesquisadores atuem de forma independente, mas sim em consonância com os interesses das instituições brasileiras.
Além disso, a nova fase também contemplará doutores que completaram toda a sua formação no Brasil, ampliando o escopo do programa. Galvão mencionou que áreas específicas ainda serão definidas, mas a intenção é priorizar setores que necessitam de mais investimento. O edital para essa nova fase deve ser lançado ainda em 2023, com previsão de início das atividades para 2026.
Apesar das críticas iniciais ao programa, que questionavam a eficácia de atrair cientistas sem resolver os problemas estruturais da pesquisa no Brasil, Galvão acredita que a inclusão de doutores formados no país pode ajudar a mitigar essas preocupações. Ele também afirmou que os valores das bolsas e financiamentos serão significativamente maiores nesta nova fase, com recursos provenientes do FNDCT.
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