- O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou o cancelamento de US$ 500 milhões em financiamento para 22 projetos de vacinas de RNA mensageiro (mRNA).
- A decisão foi divulgada em 5 de agosto e visa interromper iniciativas de prevenção de doenças respiratórias, como Covid-19 e gripe.
- Kennedy justificou a medida com uma revisão técnica que aponta a falta de eficácia das vacinas mRNA contra infecções respiratórias.
- A suspensão do financiamento pode afetar parcerias com empresas como Pfizer e Moderna, que desenvolveram essas vacinas.
- Especialistas em saúde pública criticaram a decisão, destacando a importância das vacinas mRNA na redução de hospitalizações durante a pandemia.
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou o cancelamento de US$ 500 milhões em financiamento para 22 projetos de vacinas de RNA mensageiro (mRNA). A decisão, divulgada em 5 de agosto, visa interromper iniciativas voltadas à prevenção de doenças respiratórias, como Covid-19 e gripe. Kennedy justifica a medida com base em uma revisão técnica que aponta a falta de eficácia das vacinas mRNA contra infecções respiratórias.
A decisão impacta parcerias com grandes farmacêuticas, como Pfizer e Moderna, que desenvolveram os imunizantes. O secretário afirmou que os dados disponíveis indicam que as vacinas mRNA “não oferecem proteção eficaz” e que os recursos serão redirecionados para plataformas vacinais que garantam maior segurança e eficácia, mesmo diante de mutações virais.
Críticas e Consequências
Especialistas em saúde pública expressaram preocupação com a decisão. O professor Adam Finn, da Universidade de Bristol, considera que abandonar a tecnologia mRNA seria um erro. Para ele, as vacinas de mRNA foram cruciais para salvar vidas durante a pandemia. O professor Andrew Pollard, do Oxford Vaccine Group, também refutou as alegações de Kennedy, ressaltando que as vacinas demonstraram eficácia em manter pessoas fora de hospitais.
A suspensão do financiamento pode ter implicações significativas para a pesquisa de vacinas. A tecnologia mRNA permite um desenvolvimento mais ágil, essencial em situações de surtos. A produção de vacinas mRNA pode ser realizada em seis a oito semanas, enquanto outras tecnologias demandam meses. Essa rapidez é vital em pandemias, como a gripe aviária.
Foco em Novas Alternativas
Kennedy não detalhou quais seriam as novas plataformas vacinais, mas enfatizou a busca por alternativas que imitem a imunidade natural. A mudança de foco do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) reflete uma crescente desconfiança em relação à tecnologia mRNA, que, segundo críticos, pode limitar a inovação em vacinas. A decisão levanta questões sobre a segurança e eficácia das vacinas atuais e futuras, impactando a confiança pública em imunizações.
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