- Um novo relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos minimiza o impacto dos gases do efeito estufa no aquecimento global.
- O documento, encomendado pelo governo de Donald Trump, foi elaborado por cinco cientistas céticos e critica modelos climáticos.
- O relatório argumenta que o dióxido de carbono (CO₂) não deve ser considerado poluente e que muitos eventos climáticos extremos não estão relacionados às emissões humanas.
- Especialistas expressaram preocupação, temendo que o relatório sirva para desacreditar ações climáticas e favoreça a indústria fóssil.
- O Departamento de Energia defendeu o relatório, afirmando que ele avalia criticamente áreas de pesquisa frequentemente aceitas.
Um novo relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, encomendado pelo governo de Donald Trump, minimiza o impacto dos gases do efeito estufa no aquecimento global. O documento, elaborado por cinco cientistas céticos, sugere que as projeções climáticas são exageradas e critica modelos amplamente utilizados.
Intitulado “Uma análise crítica dos impactos das emissões de gases de efeito estufa no clima dos Estados Unidos”, o relatório foi apresentado pelo secretário de Energia, Christopher Wright, conhecido por seu apoio à indústria fóssil. O texto argumenta que o dióxido de carbono (CO₂) não deve ser classificado como poluente, pois favorece o crescimento vegetal. Além disso, afirma que muitos eventos climáticos extremos não estão relacionados às emissões humanas.
Os autores, incluindo Judith Curry e Steven Koonin, têm um histórico de contestação ao consenso científico sobre mudanças climáticas. O relatório critica o uso do cenário RCP8.5, considerado extremo, e sugere que as políticas climáticas dos EUA têm um impacto “indetectável” no clima global.
Reações e Críticas
Especialistas em clima e instituições acadêmicas expressaram preocupação com o relatório, temendo que ele sirva como uma ferramenta política para desacreditar ações climáticas. Rachel Cleetus, da Union of Concerned Scientists, afirmou que o documento promove uma agenda que favorece combustíveis fósseis em detrimento da saúde pública e do meio ambiente.
O porta-voz do Departamento de Energia, Ben Dietderich, defendeu o relatório, afirmando que ele avalia criticamente áreas de pesquisa frequentemente aceitas. No entanto, críticos apontam que o documento ignora evidências amplamente reconhecidas sobre o papel das emissões humanas no agravamento do aquecimento global.
Desde que Trump reassumiu a presidência, suas políticas têm se alinhado com interesses da indústria fóssil, desregulando setores e restaurando oleodutos. O relatório representa um novo capítulo no negacionismo climático oficial, reforçando a narrativa de que as ações ambientais ameaçam o crescimento econômico.
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