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Reciclagem reduz emissão de CO₂ em mais de 2 toneladas por tonelada de resíduo

Estudo revela que reciclar uma tonelada de material evita a emissão de mais de duas toneladas de CO₂, destacando a importância da prática na Climate Week.

Garrafas plásticas para reciclagem (Foto: Bloomberg)
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  • Um estudo inédito revela que substituir uma tonelada de material virgem por reciclado evita a emissão de 2,059 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e).
  • O levantamento será apresentado durante a Climate Week em São Paulo, realizado pela Planton em parceria com a eureciclo.
  • O alumínio é o material com maior potencial de redução, evitando até 10,563 tCO₂e por tonelada reciclada.
  • Outros materiais também têm impactos significativos: plásticos evitam 2,128 tCO₂e, papel 1,348 tCO₂e, aço/ferro 1,759 tCO₂e e vidro 0,354 tCO₂e.
  • A pesquisa considerou dados de cooperativas de triagem e fatores de emissão do 6º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Substituir uma tonelada de material virgem por reciclado pode evitar a emissão de 2,059 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e), segundo um estudo inédito intitulado “Impactos da Reciclagem na Emissão de Carbono”. O levantamento será apresentado durante a Climate Week em São Paulo, realizado pela Planton em parceria com a eureciclo.

O alumínio se destaca como o material com maior potencial de redução de emissões, evitando até 10,563 tCO₂e por tonelada reciclada. Isso se deve à eliminação da etapa de extração da bauxita e ao processo eletrointensivo necessário para a produção do metal primário. Outros materiais também apresentam impactos significativos: plásticos evitam 2,128 tCO₂e, papel 1,348 tCO₂e, aço/ferro 1,759 tCO₂e e vidro 0,354 tCO₂e.

A análise focou nas etapas de extração de matéria-prima e destinação final dos resíduos, considerando que as demais fases do ciclo de vida têm emissões equivalentes, independentemente da origem do material. Os dados foram coletados de fontes primárias, como cooperativas de triagem em São Paulo, e secundárias, como a base internacional Ecoinvent 3.10 e os fatores de emissão do 6º Relatório do IPCC (2021).

Além disso, o estudo levou em conta as perdas médias nos processos de triagem, que são de 23%, conforme a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). A pesquisa também considerou as distâncias médias percorridas até o reciclador e o perfil de resíduos recicláveis no Brasil, reforçando a importância da reciclagem na luta contra as mudanças climáticas.

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