- A Espanha possui atualmente 16.902 centenários, um aumento de 76% em relação à última década.
- As projeções indicam que esse número pode chegar a 230.000 em 50 anos.
- O diretor do Centro Internacional sobre Envelhecimento, Juan Martín, afirma que essa evolução é uma oportunidade para a sociedade.
- A Galícia, especialmente a província de Ourense, tem uma alta concentração de centenários e pode ser reconhecida como “Zona Azul”.
- Pesquisas mostram que a longevidade está relacionada a um estilo de vida ativo e à resiliência em situações adversas.
A Espanha se destaca por sua elevada expectativa de vida, com um número crescente de centenários. Dados de 2024 revelam que o país conta com 16.902 centenários, um aumento de 76% em relação à última década. Este crescimento reflete a qualidade de vida e a saúde da população idosa, com projeções indicando que esse número pode chegar a 230.000 em 50 anos.
O diretor do Centro Internacional sobre Envelhecimento (CENIE), Juan Martín, destaca que essa evolução representa uma oportunidade para a sociedade. Em 1900, a expectativa de vida na Espanha era de apenas 34 anos, enquanto em 2025 deve alcançar 84 anos. A mudança demográfica exige uma reavaliação das estruturas sociais, especialmente no sistema de saúde e na prevenção de doenças.
A região da Galícia se destaca pela alta concentração de centenários, especialmente na província de Ourense, que possui 34 municípios candidatos ao status de “Zona Azul”, reconhecida por sua longevidade saudável. O professor Michel Poulain, responsável por certificar essas áreas, afirma que a Galícia pode se juntar a outras regiões do mundo com alta concentração de centenários, como Sardenha e Okinawa.
Os centenários espanhóis, como Moni Gamecho Azpeitia, de 102 anos, e Flori Almaraz, de 104, compartilham histórias de resiliência e adaptação. Moni, ainda ativa no esporte, e Flori, que viveu momentos difíceis durante a Guerra Civil, exemplificam a capacidade de superação e a importância das relações familiares.
A pesquisa sobre os centenários revela que a longevidade está ligada não apenas a fatores genéticos, mas também a um estilo de vida ativo e à capacidade de adaptação. Mónica de la Fuente, professora emérita da Universidade Complutense de Madrid, enfatiza que a resiliência em situações adversas é um fator crucial para a longevidade.
A Espanha, com a segunda maior expectativa de vida do mundo, continua a ser um exemplo de como a qualidade de vida e a saúde podem impactar positivamente a longevidade de sua população.
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