- Masayoshi Son, fundador da SoftBank, prevê a chegada da superinteligência artificial em dez anos.
- A SoftBank está investindo R$ 4,8 trilhões de ienes (cerca de R$ 32,7 bilhões) na OpenAI e adquiriu a Ampere Computing por R$ 6,5 bilhões.
- A estratégia da SoftBank abrange toda a cadeia de valor da inteligência artificial, incluindo semicondutores e aplicações em saúde e educação.
- Apesar de desafios, como a competição com empresas chinesas, Son acredita que a inteligência artificial ainda está em sua infância.
- A SoftBank, após perdas no Vision Fund, adota uma postura mais defensiva, mas continua a investir em tecnologias emergentes.
Masayoshi Son, fundador da SoftBank, está apostando na revolução da inteligência artificial (IA), prevendo que a superinteligência artificial (ASI) estará presente em 10 anos. Com um histórico de investimentos significativos, como os 20 milhões de dólares na Alibaba em 2000, Son busca replicar esse sucesso em um novo ciclo de investimentos em IA.
Nos últimos anos, a SoftBank tem investido massivamente em empresas de IA, incluindo a OpenAI e a Ampere Computing, com um investimento planejado de 4,8 trilhões de ienes (cerca de 32,7 bilhões de dólares) na OpenAI. A estratégia da SoftBank abrange toda a cadeia de valor da IA, desde semicondutores até aplicações em setores críticos como saúde e educação, conforme destacado por Neil Shah, cofundador da Counterpoint Research.
Son tem uma visão pessoal sobre a IA, afirmando que a SoftBank foi criada para realizar a ASI. Em 2016, a aquisição da Arm, projetada para ser fundamental na infraestrutura de IA, foi um passo significativo, com a empresa agora avaliada em mais de 145 bilhões de dólares. Além disso, a SoftBank anunciou a compra da Ampere Computing por 6,5 bilhões de dólares, reforçando sua posição no mercado de chips.
Desafios e Oportunidades
Apesar de um histórico de investimentos arriscados, como os em Uber e Didi, Son acredita que a IA ainda está em sua infância. A competição global, especialmente com empresas chinesas como a DeepSeek, que lançou um modelo de raciocínio a um custo inferior, representa um desafio. O analista Dan Baker, da Morningstar, ressalta que o principal desafio é identificar as tecnologias vencedoras em um campo tão dinâmico.
A SoftBank, após enfrentar perdas significativas no Vision Fund, está agora em um modo mais defensivo, mas continua a ver potencial nas tecnologias emergentes de IA. Son, que deseja que a SoftBank tenha um legado de 300 anos, está determinado a posicionar a empresa como um jogador central na evolução da inteligência artificial.
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