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Sua cozinha está cheia de microplásticos; saiba como reduzir o consumo

Estudo internacional aponta microplásticos em alimentos, água e utensílios; medidas simples podem reduzir a exposição na cozinha

Emmanuel Lafont An illustrated anatomical sketch of a person inside a home surrounded by clouds of microplastics (Credit: Emmanuel Lafont)
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  • Microplásticos estão presentes na alimentação e na água, incluindo carne, ovos (gemas e claras), honey, frutas, verduras, pão, laticínios e bebidas, bem como na água potável.
  • Eles podem entrar na comida por meio de utensílios, embalagens, chapas de cozinha e até pelo chá de saquinho; há relatos de partículas em carnes e ovos após o preparo.
  • A ingestão global de microplásticos aumentou significativamente desde 1990, com estudos sugerindo que há mais micro e nanoplásticos na água engarrafada do que se pensava.
  • Medidas para reduzir a exposição incluem usar filtros de água, evitar plásticos de uso único quando possível e considerar opções de utensílios de vidro ou aço inox; chá de saquinho plástico pode liberar grandes quantidades de partículas.
  • Os efeitos à saúde ainda não são bem compreendidos; pesquisas são inconclusivas, e não há consenso sobre quanto tempo os microplásticos permanecem no corpo.

Os microplásticos estão presentes na alimentação e na água, mesmo que não sejam visíveis. Partículas de plástico com menos de 5 mm podem estar nos alimentos, na água engarrafada ou na água da torneira, chegando a quase todos os estágios da cadeia alimentar. Pesquisas indicam que a exposição vem de várias vias, desde utensílios, embalagens, até o preparo e a limpeza na cozinha.

Estudos mostram que microplásticos se infiltram em carnes, ovos, mel, frutas, verduras e grãos. Também podem surgir durante o varejo, no transporte e no armazenamento, além de serem encontrados em diferentes tipos de água. Autores destacam que a redução de exposición exige mudanças práticas no dia a dia.

A fonte cita que a quantidade de consumo global de microplásticos aumentou significativamente desde 1990. A ingestão pode ocorrer pela raiz das plantas, pela alimentação animal ou por contaminação de alimentos embalados. Em água, capsulamento de tampas, garrafas e contato com recipientes plásticos somam à exposição.

Fatores na cozinha

Microplásticos podem sair das espátulas, panelas e tigelas plásticas durante o preparo. Pode haver liberação durante cortes em tábuas de chopping, especialmente com plásticos de polietileno e polipropileno. A incidência varia conforme tipo de tábua e técnicas de corte.

Material de embalagem também contribui: aberturas de embalagens liberam partículas; embalagens antigas ou amareladas tendem a liberar mais com o tempo. Em alguns casos, o uso repetido de itens como bowls e utensílios aumenta a liberação de microplásticos ao longo de sua vida útil.

Água, bebidas e aquecimento

A água, seja de torneira ou engarrafada, é uma via relevante de exposição. Enroscar e destravar tampas pode aumentar consideravelmente os microplásticos presentes na água. Banhos quentes em copos de plástico podem liberar grandes quantidades de microplásticos e nanoplásticos.

O aquecimento de plásticos em micro-ondas pode liberar milhões de partículas por centímetro quadrado. Recipientes aquecidos na geladeira também liberam quantidades variáveis ao longo de meses. Chá com saquinhos plásticos pode liberar bilhões de microplásticos para a bebida.

Embalagens, recipientes e limpeza

Armazenar alimentos em plástico aumenta a presença de microplásticos. Aberturas de embalagens podem liberar centenas de partículas por centímetro. Tigelas de melamina usadas repetidamente liberam maior quantidade de microplásticos ao longo do tempo, em comparação com outros materiais.

Não apenas embalagens, mas utensílios de cozinha, como frigideiras antiaderentes riscadas, podem liberar partículas durante o uso. Misturadores, tigelas de plástico e até o processo de bater gelo podem soltar grandes quantidades de microplásticos.

Síntese de alternativas aponta que bioplásticos ecológicos podem ser uma opção, mas ainda não são consenso em termos de segurança ou de redução de liberação de microplásticos. Silicone é visto como alternativa estável, porém não isenta de liberação em determinadas condições de calor.

A limpeza de utensílios também pode liberá-los

sponges descartáveis podem liberar milhões de partículas por grama conforme desgaste. Tecidos sintéticos usados em roupas de casa também são apontados como fontes relevantes de microplásticos no ambiente.

O que fazer na prática

Não é recomendado descartar tudo de plástico de uma vez. Estratégias sugeridas incluem substituir itens visivelmente danificados por alternativas sem plástico, priorizando materiais como vidro ou aço inox. Reduzir o uso de sacolas, recipientes e utensílios que apresentem desgaste é indicado pelos especialistas.

Para reduzir a contaminação, vale considerar filtros de água de boa qualidade, especialmente quando há preocupação com microplásticos na água potável. Mesmo filtros simples podem reduzir significativamente a ingestão de partículas presentes na água.

Perspectivas

A presença de microplásticos no corpo humano é objeto de estudos. Pesquisas demonstram partículas em diversos tecidos e órgãos, mas os efeitos a longo prazo ainda não são totalmente claros. A comunidade científica aponta a necessidade de mais dados humanos para entender impactos à saúde.

A orientação prática concentra-se em escolhas cuidadosas na cozinha, uso moderado de itens plásticos, substituições graduais e atenção à durabilidade dos utensílios. O objetivo é reduzir a exposição sem comprometer a funcionalidade da cozinha.

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