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Cem anos da Mecânica Quântica: ciência, inovação e geopolítica

Ano Internacional das Ciências Quânticas em 2025 impulsiona investimentos, mas restrições de exportação desafiam cooperação e fabricação locais no Brasil

(sankai/Getty Images)
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  • Ano Internacional das Ciências Quânticas foi declarado pela Organização das Nações Unidas para 2025, incentivando eventos e atividades ao redor do mundo.
  • Investimentos em tecnologia quântica cresceram globalmente; em 2024-2025 houve restrições de exportação para países não parceiros, afetando cooperação e acesso a componentes.
  • No Brasil, há foco em cooperação e na fabricação local de componentes quânticos, com novas iniciativas anunciadas em 2025.
  • Avanços recentes incluem sensores quânticos de alta precisão, progressos em computação quântica híbrida e a geração de números aleatórios certificados por meio de um processador em uma empresa de ion traps. Também houve anúncio de um novo chip quântico pela Google.
  • O panorama envolve aumento de startups quânticas e debates sobre supremacia quântica, com ressalvas sobre restrições que podem impactar a pesquisa básica e o equilíbrio geopolítico.

História da mecânica quântica ganha plataforma internacional em 2025. O Ano Internacional das Ciências Quânticas, reconhecido pela ONU, celebra o nascimento da área em 1925-1926 e incentiva eventos e pesquisa global. O texto atual aborda avanços, investimentos e o cenário brasileiro.

O conjunto de descobertas começou com Heisenberg e Schrödinger, cujas ideias moldaram a mecânica quântica. Inovações como lasers, transístores e ressonância magnética derivam dessas bases. O centenário é marcado por mobilização mundial e debates sobre aplicações futuras.

Pesquisadores destacam o aumento de recursos em tecnologia quântica. Em 2024-2025, restrições de exportação de componentes quânticos passaram a limitar parcerias, especialmente entre países não seus parceiros. No radar, surgem investimentos e pesquisas em sensores, computação e comunicação quânticas.

Panorama global e barreiras

A União Europeia e a Ásia lideram startups de tecnologia quântica, com crescimento de 50% em 2024. A ênfase é em cooperação pública-privada, embora alguns mercados reduzam importação de componentes sensíveis. A disputa por domínio tecnológico pressiona cadeias de suprimento e parcerias.

Entre os marcos recentes, estão aplicações comerciais como geração de números aleatórios certificados e novos chips quânticos. Empresas apontam avanços que prometem tarefas difíceis para computadores clássicos. A integração com sistemas híbridos está em curso e amplia o potencial.

Brasil e cooperação nacional

No Brasil, iniciativas governamentais desde o Milênio até o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Informação Quântica fortalecem o quadro científico. Pesquisadores promovem novos institutos dedicados a computação e dispositivos quânticos.

Diante das restrições internacionais, cresce a necessidade de cooperação interna e de ampliar a fabricação local de componentes-chave. O objetivo é manter o ritmo de desenvolvimento e assegurar a continuidade de pesquisas e aplicações tecnológicas no país.

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