- Estudo do MIT mostra que humanos, camundongos e moscas-das-frutas usam um processo de correção de erro para guiar a colocação dos pés e manter a estabilidade ao andar.
- A definição de erro é generalizada entre as espécies, com dados obtidos em ambientes naturais, não em esteiras ou terrenos incomuns.
- Pesquisadores criaram um pipeline para analisar locomoção em diversas espécies, facilitando comparações entre elas.
- A análise aponta que, além do erro, a velocidade de deslocamento influencia a posição dos pés; passos tendem a ficar mais longos e o tempo de contato com o solo diminui conforme a marcha acelera.
- Os achados ajudam a entender como o cérebro integra informações para manter o equilíbrio e podem orientar estratégias de reabilitação para prevenir quedas em pessoas com déficits neurológicos.
Estudos recentes mostram que humanos, camundongos e moscas-das-frutas compartilham uma estratégia comum para manter o equilíbrio durante a caminhada. Pesquisadores de MIT identificaram que todos utilizam um processo de correção de erro na colocação dos pés.
Os resultados, publicados em 21 de outubro na revista PNAS, analisam dados de locomoção de espécies distintas, coletados em ambientes naturais — não em esteiras. A pesquisa revela que o erro na posição corporal orienta a próxima passada, independentemente do número de patas.
A equipe liderada por Nidhi Seethapathi e Antoine De Comite concluiu que a correção de erro e a velocidade de deslocamento influenciam o padrão de passos. O estudo também define uma métrica de erro que funciona de forma transversal entre as espécies.
Metodologia e alcance
Ao acompanhar os movimentos em cenários cotidianos, os pesquisadores definiram como o estado do corpo, velocidade e posição no espaço impactam a colocação dos pés. O pipeline desenvolvido permite analisar locomoção em várias espécies no futuro, ampliando a aplicação para modelos adicionais.
Implicações e perspectivas
Os resultados abrem caminho para estudos que expliquem como o cérebro integra sistemas para manter a estabilidade. Entidades de saúde podem usar a compreensão da correção de erro para melhorar intervenções em populações com deficiências neurológicas e reduzir quedas.
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