- Um estudo publicado em 25 de novembro na revista Cell mostra que a IL‑1β ativa neurônios expressando IL‑1R1 no núcleo DA DRN, conectando-se ao intermédio do septo lateral para reduzir a socialização durante infecção.
- A injeção de IL‑1β replicou, de forma causal, o comportamento de retração social visto em modelo com LPS, embora também aumentasse a letargia.
- Os pesquisadores identificaram neurônios no DRN que expressam IL‑1R1, incluindo muitos relacionados à produção de serotonina, e mostraram que ativar essa população promove o isolamento social.
- Inibir a atividade desses neurônios ou bloquear IL‑1R1 no DRN impediu a retração social em respostas a IL‑1β ou LPS, sem alterar a letargia.
- O circuito identificado mostrou que apenas a ativação das conexões entre o DRN e o intermédio do septo lateral desencadeia o comportamento socialmente retraído, confirmado também por experimentos com optogenética e com Salmonella.
O estudo publicado no dia 25 de novembro na revista Cell mostra, com evidência causal, como a IL-1β ativa neurônios no núcleo dorsal da linha média (DRN) expressando IL-1R1 e se conecta ao septo lateral intermediário para promover retirada social durante infecção. A pesquisa usa várias técnicas para demonstrar esse circuito em camundongos.
Os autores identificaram neurômens DRN com IL-1R1, incluindo populações ligadas aos sistemas de serotonina. A ativação por IL-1β causa retirada social; inibir essa atividade neutraliza o comportamento. A retirada social ocorre mesmo quando a leptinência não está presente, o que separa esse efeito da letargia.
A equipe testou o caminho neural usando optogenética para estimular as projeções DRN para regiões ligadas ao comportamento social. Apenas a conexão com o septo lateral intermediário gerou retirada social semelhante à induzida por IL-1β ou LPS. Em contato adicional, a Salmonella foi usada para validar o circuito.
Os pesquisadores destacam que a retirada social é impulsionada por uma via neural ativa, não apenas por sintomas fisiológicos da doença. A conclusão aponta IL-1β como efetor principal da retirada social diante de um desafio imune sistêmico, com implicações para o entendimento de respostas sociais em infecções.
O desenho experimental envolveu coleta de dados de várias regiões cerebrais, com foco no DRN e seus neurônios IL-1R1. Os resultados mostram que a serotonina, moduladora crucial, está entre os neurônios afetados pelo IL-1β e pela atividade DRN durante a infecção.
A pesquisa, liderada por Liu Yang, Gloria Choi e Jun Huh, contou com colaborações internacionais e financiamento de agências como o National Institute of Mental Health e a Simons Foundation. O estudo amplia a compreensão das bases neurais da retirada social em doenças.
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