- Profissionais de psicologia já utilizam IA generativa para transcrição, organização de dados e elaboração de laudos, com plataformas como PsicoAI e PsiDigital.
- Em levantamento, dez de cinquenta psicólogos entrevistados disseram usar IA para tarefas como transcrições e resumos; o uso não é proibido, desde que haja supervisão ética.
- O Conselho Federal de Psicologia reconheceu a incorporação gradual da IA, enfatiza responsabilidade do profissional e consentimento por escrito, e prepara duas cartilhas sobre o tema.
- Maísa Brum usa IA em transcrições com consentimento dos pacientes e revisão manual; Eduardo Araújo aplica IA em análise de dados de pesquisas, não com pacientes.
- Principais preocupações incluem privacidade, confidencialidade e riscos éticos, com a mediação humana considerada indispensável e limites clínicos que a IA não pode estabelecer.
O uso de IA por psicólogos no Brasil ganhou espaço prático, com ferramentas de transcrição, organização de dados e geração de relatórios sendo adotadas em entrevistas, análises e pesquisas. Profissionais destacam ganhos de produtividade, mantendo a supervisão crítica.
Maísa Brum, Eduardo Araújo e De Biase representam casos de aplicação da IA em diferentes frentes: transcrições com gravação assistida por IA, análise de dados em estudos e suporte a pesquisas clínicas. A prática envolve consentimento de pacientes e revisões manuais.
O tema ganhou força neste ano, com a discussão se ampliando desde a pandemia e o CFP reconhecendo a incorporação gradual. O Conselho Federal de Psicologia orienta sobre responsabilidade, limites e consentimento por escrito, sem proibir o uso.
Algumas experiências são citadas: Maísa utiliza gravação com IA que gera linha do tempo para facilitar a escrita de laudos, sempre com aprovação do paciente. O recurso é visto como apoio, não como diagnóstico ou substituto do profissional.
Eduardo Araújo relata uso da IA em análise de dados de pesquisas, não no atendimento direto. Em um mestrado, ele analisou dados de centenas de pacientes para entender impactos de traumas infantis, com dados anonimizados. A clarificação ética é essencial.
De Biase aponta flexibilização tecnológica durante a pandemia, com mudanças no atendimento remoto. Ela ressalta a necessidade de adaptar-se aos movimentos da IA, sem abrir mão da supervisão humana e do discernimento clínico.
Carolina Roseiro, conselheira do CFP, afirma que discussões sobre IA começaram há anos, mas ganharam velocidade. O CFP orienta que cada profissional responda pela aplicação, com mediação humana indispensável e sem substituir o juízo clínico.
O CFP prepara cartilhas para profissionais e para a população, reforçando que o consentimento escrito evita violações éticas. Ressalta ainda que a IA pode facilitar resumos, organização de prontuários e sugestões de intervenções com base em autores, sem substituir o clínico.
Preocupações com privacidade, confidencialidade e uso de dados para treinar IA também aparecem. A supervisão e a regulação adequadas são vistas como condições imprescindíveis para a aplicação responsável no campo terapêutico.
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