- Estudos mostram que as teias das fêmeas adultas de Caerostris darwini e Caerostris kuntenri são mais resistentes e extensíveis que as dos machos, mesmo em fêmeas jovens.
- A resistência da seda está ligada ao uso intenso de prolina, o que exige alto gasto energético na produção da seda.
- Em Caerostris darwini, fêmeas chegam a mais de três vezes o tamanho dos machos; em Caerostris kuntenri, a diferença é superior a cinco vezes.
- Experimentos com tecelãs de diferentes fases de crescimento mostraram que as teias femininas adultas são mais fortes que as dos machos, conforme medições de diâmetro e testes de resistência.
- Pesquisas indicam possível uso terapêutico das teias, com potencial para regeneração de ossos, nervos, ligamentos ou músculos.
O estudo mostra que aranhas-tecelãs do gênero Caerostris produzem seda com diferenças significativas entre os sexos. Em Caerostris darwini e Caerostris kuntenri, as teias femininas adultas são mais resistentes e extensíveis que as dos machos. Fêmeas jovens também apresentam teias mais fortes que machos de mesma idade.
Os cientistas compararam teias de fêmeas e machos em diversas fases de crescimento. Usaram microscópio para medir diâmetro das fibras e tensionaram as amostras até a ruptura. Os resultados indicam vantagem clara das fêmeas em ambas espécies.
A maior resistência está ligada ao corpo que produz a seda. A teia das fêmeas envolve prolina, proteína que confere rigidez, mas exige alto custo energético. Essa dinâmica energética explica o tamanho maior das fêmeas ao longo da evolução.
Para capturar presas velozes, principalmente libélulas, as fêmeas evoluíram para ter teias mais fortes. Machos, por outro lado, mantêm corpos menores e presas relativamente menos energéticas, o que reduz o custo metabólico.
As teias desempenham várias funções além da captura: movimentação, prevenção de quedas, proteção de ovos e extensões sensoriais. A seda de Caerostris é produzida por várias glândulas, com diferentes propriedades.
Pesquisadores destacam que a seda hiperresistente pode ter aplicações terapêuticas. Estudos apontam potencial para regenar ossos, nervos, ligamentos ou músculos, abrindo possibilidades em medicina regenerativa.
As duas espécies analisadas apresentam, nas fêmeas adultas, teias mais fortes e extensas que as dos machos. Em Caerostris kuntenri, a diferença de tamanho entre sexos é ainda maior, superior a cinco vezes. Em Caerostris darwini, supera três vezes.
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