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Psicodélicos mostram promessa no tratamento do TOC; cannabis não, diz revisão

Revisão aponta psilocibina como mais eficaz que canabinoides para TOC; novos ensaios com doses diferentes e debate ético-regulatório

Psilocybin mushrooms. Photograph: John Moore/Getty Images
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  • Revisão recente conclui que tratamentos com psicodélicos mostram sinais de eficácia para TOC, com psilocibina apresentando resultados superiores aos canabinoides como THC/CBD; 40 a 60 por cento dos pacientes com TOC não obtêm alívio adequado com tratamentos atuais.
  • Estudo destaca que evidências sobre psicodélicos costumam vir acompanhadas de suporte terapêutico específico, diferente dos resultados com cannabis.
  • Resultados preliminares de Ching indicam que uma dose de psilocibina reduziu sintomas de TOC em comparação ao placebo, com planos para ensaios que usem doses em momentos diferentes.
  • Pesquisadores ressaltam desafios éticos, regulatórios e logísticos para pesquisas com psicodélicos, incluindo a necessidade de tratar essas substâncias com rigor científico.
  • Artigo menciona que futuros estudos devem considerar desenho de trials, com psicodélicos administrados junto de contextos terapêuticos, e que a cannabis não apresentou sinais consistentes de benefício para TOC.

A revisão mais recente sobre tratamentos alternativos para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) aponta que psicodélicos mostram promessas, enquanto cannabis não apresenta sinais semelhantes de eficácia. O estudo, liderado pelo professor de psiquiatria Michael Van Ameringen, considera que 40-60% dos pacientes não obtêm alívio satisfatório com tratamentos disponíveis, como ISRS e exposição/prevensão de resposta.

Segundo os resultados publicados na Journal of Psychiatric Research, há evidências mais fortes de eficácia dos psicodélicos, em especial da psilocibina, frente a canabinoides como THC/CBD. A diferença pode estar na forma como cada substância age em áreas cerebrais associadas ao TOC.

A equipe de Van Ameringen compilou dados de estudos existentes e de apresentações em conferências, incluindo achados preliminares não publicados. A psilocibina mostrou redução de sinais de TOC em comparação com placebo, segundo o levantamento. Pesquisadores preparam novos ensaios com doses administradas em momentos variados.

Evidências emergentes

Estudos com psilocibina costumam combinar medicação com um enquadramento terapêutico, o que pode influenciar os resultados. Mohamed Sherif, da Brown University, planeja um novo estudo com dois momentos de dose de psilocibina para avaliar efeitos em diferentes fases do tratamento.

Resultados preliminares do ensaio de Ching, divulgado no levantamento de Van Ameringen, indicaram eficácia da psilocibina contra o placebo. O pesquisador já prepara a publicação de novos dados e um segundo estudo com duas doses em momentos distintos.

Desafios éticos e regulatórios

O texto ressalta questões éticas e logísticas que cercam a pesquisa de psicodélicos. Em ensaios, pacientes recebem orientação terapêutica para encarar a experiência com psilocibina, diferente do que ocorre em parte de estudos com cannabis. A condução regulatória envolve conformidade com leis de substâncias controladas e ambientes de pesquisa estritamente controlados.

Ching descreve que o protocolo prevê supervisão de dois facilitadores e regras claras quanto ao toque durante sessões. A equipe enfatiza a importância de tratar os psicodélicos de forma rigorosa, respeitando saberes tradicionais e assegurando segurança e ética no estudo.

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