- Estudo da Nature Climate Change aponta pico de extinção de glaciares na Europa em oito anos, com mais de 100 derretidos até 2033.
- Na América do Norte, o pico de perdas ocorre quase uma década depois, com mais de 800 glaciares desaparecendo por ano nessa fase.
- Hoje existem cerca de 200 mil glaciares no mundo; o ritmo de perdas pode acelerar caso as emissões de combustíveis fósseis continuem aumentando.
- Em 1,5°C de aquecimento, 3.200 glaciares da Europa Central devem encolher 87% até 2100 (97% sob 2,7°C).
- Na Groenlândia, o pico ocorre em 2063; na região oeste dos EUA e Canadá, 70% dos 45 mil glaciares podem desaparecer sob 1,5°C e mais de 90% sob 2,7°C.
A pesquisa, publicada na Nature Climate Change, indica que o auge da perda de glaciares na Europa pode ocorrer em até oito anos, com mais de 100 sumindo definitivamente até 2033. Na América do Norte, a taxa de extinction começará a alcançar picos até o fim da década, com mais de 800 glaciares desaparecendo por ano nessa etapa.
O estudo analisou mais de 200 mil glaciares e simulou cenários de aquecimento. Em 2100, 3,2 mil glaciares da Europa Central devem encolher entre 87% (1,5°C) e 97% (2,7°C). Groenlândia também terá pico de perdas em 2063. Globalmente, a taxa de extinção pode acelerar se as emissões persistirem.
Em relação aos impactos, 2 bilhões de pessoas dependem da água de montanha para abastecimento e alimentação. Sob 1,5°C de aquecimento, as perdas podem chegar a 3 mil glaciares por ano em 2040, com estabilização nesse nível até 2060. Com 2,7°C, 80% dos glaciares atuais somem até o fim do século.
Cenários climáticos e consequências
Na Europa Central, 3.200 glaciares podem encolher 87% sob 1,5°C e 97% sob 2,7°C até 2100. Nos EUA/Canadá Oeste, cerca de 70% dos 45 mil glaciares podem desaparecer com 1,5°C e mais de 90% com 2,7°C. Regiões como Caucasus e Andes do Sul também enfrentam perdas severas.
Os pesquisadores destacam que o pico de extinção não é apenas numérico; marca mudanças profundas em ecossistemas, recursos hídricos e patrimônio cultural. A necessidade de adaptação e ações rápidas contra as emissões é enfatizada para reduzir impactos.
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