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Mulher de Beachy Head pode ser a garota local de Eastbourne, dizem cientistas

Beachy Head Woman tem origem na Inglaterra do sul, segundo sequenciamento de DNA; conclusão desfaz mito de origem africana ou cipriota

A reconstruction of Beachy Head Woman, as featured in David Olusoga’s 2016 BBC series Black and British: a Forgotten History. Illustration: Face Lab Liverpool
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  • A Beachy Head Woman, estudo com DNA de alta qualidade, foi comprovadamente originária da população local do sul da Inglaterra durante o período romano.
  • Pesquisas anteriores sugeriram origem sub-Saariana ou cipriota, e uma placa de 2016 chegou a ser instalada, mas foi questionada com novas evidências.
  • A nova análise utilizou “capture arrays” para recuperar fragmentos de DNA antigo, aumentando a cobertura genética e confirmando a origem britânica.
  • A mulher tinha entre 18 e 25 anos ao morrer, media pouco mais de 4,9 pés, sofreu um ferimento na perna não fatal e consumia bastante peixe na dieta.
  • Os restos foram encontrados em 2012 nos arquivos da prefeitura de Eastbourne, possivelmente no cabo Beachy Head, e o estudo foi publicado no Journal of Archaeological Science.

Beachy Head Woman, o esqueleto de época romana previamente tratado como o mais antigo britão negro, teve sua origem agora determinada como sul da Inglaterra. A reavaliação ocorreu após avanços em sequenciamento de DNA que obtiveram leitura genética de alta qualidade a partir dos restos.

Os restos foram descobertos em 2012 nos acervos da prefeitura de Eastbourne. A caixa onde foi encontrado traz pistas de que o esqueleto foi achado no promontório próximo, Beachy Head, na década de 1950. A datação por radiocarbono indica que a mulher morreu entre 129 e 311 d.C., durante a ocupação romana da Britânia.

A análise física sugeria idade de 18 a 25 anos e estatura de pouco mais de 1,5 metro. Um ferimento cicatrizado na perna aponta para uma lesão grave, mas não fatal ao longo da vida. A dieta, estimada por valorações de carbono e nitrogênio em seus ossos, indicava consumo expressivo de frutos do mar e vida na região.

Reavaliação de origem por DNA

A história ganhou contornos quando a primeira análise de morfometria do crânio sugeriu origem sub-saariana, o que ganhou atenção pública na série de TV de 2016 de David Olusoga. Por outro lado, especialistas enfatizaram cautela, pois variações faciais se sobrepem entre populações.

Em 2017, a equipe de Brace tentou nova análise de DNA, com resultados que já indicavam menor probabilidade de origem africana. O caso foi revista pela comunidade científica, e a placa comemorativa foi removida por decisão local. Uma hipótese próxima apontava para Cyprus como referência, mas não havia conclusões definitivas devido ao DNA degradado.

A versão mais recente utilizou arrays de captura para extrair fragmentos minúsculos de DNA antigo, permitindo montar um genoma mais completo. Com isso, ficou evidente que Beachy Head Woman descendia da população local de sul da Inglaterra durante o período romano.

Conclusão científica

Os responsáveis pelo estudo afirmam que as conclusões não mudam a narrativa geral da história britânica, apenas a trajetória individual da mulher. Os resultados foram divulgados no Journal of Archaeological Science. A pesquisa reforça a importância de métodos modernos para revisões históricas com base em evidências genéticas.

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