- Aproximadamente 300 crianças da rede pública do Maranhão enviam mensagens ao espaço a bordo do nanossatélite Pion BR2, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no âmbito da Spaceward 2025.
- O foguete Hanbit-Nano, sul-coreano, decola do Centro de Lançamento de Alcântara, marcando o primeiro voo comercial de veículo espacial no Brasil.
- O lançamento está previsto para as 15h34 desta sexta-feira (19), após adiamentos, com testes de módulos de comunicação, energia e computação de bordo nacionais.
- A iniciativa busca aproximar as comunidades de Alcântara da atividade espacial, conectando ciência, educação e cultura, com apoio da UFMA, Agência Espacial Brasileira (AEB), PNUD e startup Pion.
- Além do Pion BR2, o segundo CubeSat, Jussara-K, participa com foco em coleta de dados ambientais e teste de inteligência artificial no espaço; ambos são desenvolvidos por estudantes da UFMA.
O lançamento do foguete Hanbit-Nano, de Alcântara (MA), ocorreu nesta sexta-feira (19) após adiamentos, com envio de mensagens de cerca de 300 alunos da rede pública ao espaço. Os nanossatélites da UFMA integram a Spaceward 2025, em uma missão educativa e tecnológica.
Ao todo, 300 mensagens produzidas por crianças de Alcântara embarcaram no nanossatélite Pion BR2. A missão faz parte do conjunto de experimentos da UFMA, em parceria com a AEB e o MEC, além de apoiar o desenvolvimento de capacidades nacionais.
O lançamento aconteceu no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e marca o primeiro voo comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro. A iniciativa visa aproximar comunidades quilombolas da atividade espacial e transformar alunos em protagonistas da experiência.
As ações também envolvem testes de módulos e sistemas nacionais de comunicação, energia e computação de bordo. A UFMA utiliza o evento para fortalecer a indústria espacial brasileira e simular um laboratório real de aprendizado.
Tecnologia nacional
O segundo nanossatélite, o Jussara-K, também desenvolvido no Labesee da UFMA, busca coletar dados ambientais para identificar focos de queimadas e testar um módulo de inteligência artificial em ambiente espacial. Ambos os aparelhos foram projetados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores.
A iniciativa conta com apoio da Agência Espacial Brasileira e do CNPq, destacando o esforço nacional na pesquisa espacial. Técnicos apontam que a proximidade com o CLA facilita a integração de sistemas complexos e oferece experiências práticas aos alunos envolvidos.
Especialistas das áreas de educação e espaço destacam o marco histórico do projeto. Para a comunidade acadêmica, o lançamento reforça o protagonismo do Brasil em tecnologias espaciais e a união entre ciência, cultura e educação.
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