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Cientistas replicam visão de calor de cobras em sensor infravermelho portátil

Sensor infravermelho portátil em 4K, inspirado nas fossetas das víboras, amplia alcance de frequências observáveis em quatorze vezes e pode caber no bolso

Fotografia de uma víbora-de-fosseta (Trimeresurus albolabris insularis), Indonésia.
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  • Cientistas chineses desenvolveram sistema de imageamento infravermelho em 4K, portátil e compatível com celular, inspirado nas fossetas loreais das víboras.
  • A tecnologia amplia para até quatorze vezes as frequências visíveis pelo olho humano, cobrindo de 750 nanômetros a um milímetro.
  • A imagem é projetada em 4K sobre um disco de aproximadamente 20 centímetros.
  • O funcionamento envolve camadas: sensor infravermelho com nanopartículas de mercúrio e telúrio, seguido por etapas para reduzir ruído, emissor OLED e semicondutores de silicone.
  • O estudo foi publicado na revista Light: Science and Applications, destacando aplicações potenciais em câmeras, smartphones, visão noturna, agricultura e inspeção industrial.

Cientistas chineses desenvolveram um sistema de imageamento infravermelho em 4K que pode caber no bolso, inspirado na visão de calor das víboras de fosseta. O projeto amplia em até 14 vezes o conjunto de frequências observáveis pelo olho humano.

A inovação utiliza camadas de nanopartículas, OLED e outros componentes para detectar radiação infravermelha, convertê-la em imagem e projetá-la em 4K. A ideia é reproduzir, de forma prática, a visão termossensorial das cobras.

A pesquisa, publicada na revista Light: Science and Applications, detalha a arquitetura em camadas para reduzir ruídos térmicos. O desafio era evitar que o próprio calor do sensor interfira na leitura, algo superado com refrigeração estratégica.

Como funciona o sensor

O dispositivo começa pela captação da radiação infravermelha via sensor de nanopartículas de mercúrio e telúrio. Em seguida, camadas de filtragem reduzem o ruído térmico antes do processamento em OLED.

A luz resultante passa por semicondutores de silicone, que geram a imagem final. O conjunto resulta em uma unidade compacta, com potencial para integração em smartphones e equipamentos de visão noturna.

Possíveis aplicações

Especialistas apontam uso em câmeras portáteis, dispositivos de visão noturna, inspeção industrial e monitoramento na agroindústria. A abordagem pode ampliar a detecção de calor em ambientes com baixa visibilidade.

Observações finais

Os pesquisadores destacam que a tecnologia pode reduzir custos e espaço em dispositivos que exigem imageamento infravermelho, abrindo caminho para novas oportunidades em consumo, indústria e pesquisa.

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