- Paz Álvarez, argentina, fundou a Zavia Bio para desenvolver insumos biológicos para o agro, com laboratório em Montevidéu e ensaios em quatro países.
- A origem da empresa vem da experiência de vida de Mendoza, onde a água é um recurso difícil, e da transição de negócios para ciência aplicada.
- A tecnologia central é o desenho de proteínas, criado para gerar respostas em plantas sem modificação genética, com foco inicial em adaptação à seca.
- A Zavia já atua na Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Brasil, mantendo estruturas próprias de I+D e validação de campo; o objetivo é ampliar mercados com uma linha de produtos biológicos, incluindo um herbicida biológico.
- O financiamento inicial veio da Grix (US$ 200 mil, em 2022), seguido por investidores-anjo; a empresa planeja crescer mantendo uma equipe lean, com expansão prevista para 2026.
Na Argentina, Paz Álvarez deixou de lado a ideia de que a carreira seria apenas na academia para fundar a Zavia Bio, empresa de biotecnologia agro. A trajetória começou na região de Mendoza, junto a uma família de produtores, marcada pela seca e pela busca por soluções.
A ideia virou empresa em 2022, visando insumos biológicos que substituem ou complementam agroquímicos. A borda tecnológica está no desenho de proteínas capazes de estimular respostas nas plantas sem modificação genética.
O projeto ganhou escala após um encontro em 2021 com Enrique Detarsio, hoje diretor científico. Hoje, a Zavia desenvolve uma plataforma de proteínas com foco em plantas diante de desafios como a seca.
A empresa mantém operações na Argentina, com ensaios de campo, e abriu laboratório em Montevidéu, no Uruguai, para pesquisa e desenvolvimento. Há atividades em Estados Unidos e Uruguai, com ensaios previstos no Brasil.
A América Latina é vista como vantagem competitiva pela região de custos. A equipe é enxuta, com quatro integrantes, porém com consultores internacionais para ampliar a visão técnica.
A base do portfólio inclui um herbicida biológico para plantas daninhas resistentes, além de uma linha de insumos para diferentes problemas do agro. A plataforma permite ampliar aplicações sem depender de modificações genéticas.
O investimento inicial veio da Grix, em 2022, com cerca de US$ 200 mil. Investidores-anjos também entraram, abrindo portas com agricultores e redes internacionais, segundo Álvarez.
A fundadora alerta para os desafios do fundraising, destacando a necessidade de medir o momento, evitar diluição excessiva e preservar o foco na operação. O processo pode ser custoso para a equipe.
Para Álvarez, empreender é um modo de vida orientado a soluções para o sistema agroalimentar. Sacrifícios pessoais acompanham a dedicação, inclusive em atividades fora do trabalho.
Não há conclusão nem opinião no texto. Paz Álvarez enfatiza a importância de manter autoestima, equilíbrio emocional e rede de apoio entre fundadores, face aos desafios do ecossistema.
O futuro da Zavia envolve ampliar o desenho de proteínas e expandir mercados, mantendo o DNA lean. A meta é tornar-se líder global em soluções biológicas para o setor agroalimentar.
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