- O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso vermelho para onda de calor em várias regiões, com temperaturas 5ºC acima da média por mais de cinco dias e alto risco à vida; previsão vale até segunda‑feira, 29 de dezembro.
- Especialistas alertam para a falência térmica do corpo, que pode ocorrer quando a temperatura supera 40ºC e a pessoa apresenta confusão mental, pele quente e seca; atendimento médico imediato é essencial.
- Quem tem doenças crônicas ou usa certos medicamentos (diuréticos, anti‑hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos) está em maior risco, pois o calor agrava os quadros e pode dificultar a regulação térmica.
- Medidas recomendadas: evitar exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, manter ambientes ventilados, fazer pausas em atividades externas e manter a hidratação; em casa, proteger-se do calor e evitar banho com água extremamente fria.
- Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, publicada em fevereiro de 2025, relaciona altas temperaturas a aumento da mortalidade no Rio de Janeiro, com análise de mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024, destacando risco para idosos e pessoas com diabetes, hipertensão, Alzheimer e doenças renais ou urinárias.
O calor extremo preocupa o país. O Inmet mantém aviso vermelho para áreas do Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados, com temperaturas acima da média por mais de cinco dias. A faixa de risco envolve possibilidade real de danos à vida e acidentes.
Especialistas alertam que a falência térmica pode ocorrer quando o corpo não consegue manter a temperatura estável apesar da sudorese e da vasodilatação. Clinicamente, sinais incluem confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40°C.
Quem convive com doenças crônicas — hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, DPOC e doença renal crônica — está entre os mais vulneráveis. Médicos ressaltam que certos medicamentos diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos e anticolinérgicos podem ampliar esse risco.
O calor também agrava o sono, o humor e a produtividade, afetando memória e tomada de decisões. Medidas de proteção passam por evitar horários de pico, roupas leves e claras, ventilação adequada e pausas para trabalhadores expostos ao calor, como construção civil, entregas e coleta de lixo.
Para quem já tem condições de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa, afirmou o médico do Hospital Sírio-Libanês. O alerta é para reconhecer sinais precoces de falência térmica e buscar atendimento médico imediatamente.
O que fazer em casos de calor
Antes de planejar atividades, verifique a previsão de calor e umidade. Em emergências, acione o SAMU pelo 192. Mantenha a casa fresca, feche portas e cortinas nas horas mais quentes, use ventiladores e ar-condicionado com moderação para evitar choque térmico.
Proteja-se ao ar livre: evite horários entre 10h e 16h, use proteção solar, chapéu e guarda-sol, e prefira locais com circulação de ar. Evite ambientes fechados sem ventilação e o acúmulo de calor.
Hidrate-se com água e prefira roupas leves de tecidos respiráveis. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois aceleram a desidratação. Banhos muito frios podem provocar efeito rebote e aumentar a produção de calor do corpo.
Pesquisa no Rio de Janeiro
Em fevereiro de 2025, estudo da Fundação Oswaldo Cruz associou altas temperaturas ao aumento da mortalidade no RJ, analisando mais de 800 mil óbitos entre 2012 e 2024. Riscos foram observados especialmente entre idosos e pessoas com diabetes, hipertensão, Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias.
O pesquisador João Henrique de Araujo lembrou que, além de doenças cardiovasculares e respiratórias, há efeitos também sobre doenças metabólicas, do trato urinário e outras condições. O estudo reforça a necessidade de proteção da saúde durante ondas de calor.
Fontes: Unicef e Hospital Sírio-Libanês. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz e da Ensp corroboram a relação entre calor extremo e mortalidade, com efeitos abrangentes para diferentes grupos de risco.
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