- Califórnia lançou satélite de rastreamento de metano, um programa de US$ 100 milhões que identificou e interrompeu 10 vazamentos grandes desde maio.
- Pesquisadores do Havaí identificaram fungos que podem degradar plástico, com mais de 60% das espécies capazes de quebrar poliuretano e aumentos de até 15% na taxa de degradação.
- Cientistas encontraram vírus transmitidos por ácaros Varroa como drivers do declínio de colônias de abelhas nos EUA; mites resistentes a tratamento complicam o controle.
- Os níveis de hipoxia no Long Island Sound atingiram o menor patamar em quatro décadas, com áreas mortas reduzidas e duração mais curta.
- New Mexico destinou 50 milhões de reais à construção de travessias para fauna, o maior montante já em um único ano, visando reduzir colisões com veículos.
Em 2025, defensores do meio ambiente registraram ganhos locais e estaduais nos EUA, mesmo com reversões da gestão federal. O ano mostrou avanços em monitoramento, conservação e inovação tecnológica para reduzir poluentes, proteger ecossistemas e ampliar infraestrutura verde.
Apesar de mudanças políticas, estudos e iniciativas locais atenderam a demandas por transparência, responsabilidade ambiental e soluções baseadas na ciência. A seguir, os acontecimentos mais relevantes do ano.
California lança satélite de rastreamento de metano
O estado investiu 100 milhões de dólares para detectar vazamentos de metano em tempo real via satélite. O sistema envia dados para o California Air Resources Board toda semana, com um satélite já em órbita e outros a caminho.
Até novembro, foram identificados e contidos 10 grandes vazamentos desde maio, representando a retirada de aproximadamente 18 mil carros de circulação por um ano. A iniciativa integra o programa de cap-and-trade.
Fungo aproveita plástico em Hawai’i
Pesquisadores da Universidade do Havaí identificaram fungos que degradam plásticos naturalmente. Mais de 60% das espécies estudadas quebram polyurethane, comum em produtos de consumo.
Ao expor repetidamente os fungos mais rápidos ao plástico, a taxa de degradação aumentou até 15% em três meses. A pesquisa avalia também plastificantes mais resistentes, como o polyethylene, em busca de soluções mais eficazes.
Culpa viral na queda de abelhas nos EUA
Estudo do USDA aponta vírus transmitidos por ácaros Varroa resistentes a amitraz como causas-chave do colapso de colônias desde 2025. A pesquisa ainda ressalta contribuição de mudanças climáticas, pesticidas e alimentação.
Quase todas as colônias avaliadas tinham vírus. Os pesquisadores destacam que os ácaros continuam a ameaçar abelhas silvestres e polinizadores, agravando perdas já recorrentes.
Hipoxia no Long Island Sound atinge menor nível em 40 anos
Níveis de hypoxia no estuário do Long Island Sound recuam para o menor patamar desde o início das medições. A área de zonas mortas caiu para 18,3 milhas quadradas e durou 40 dias.
Queda acentuada desde 2024 e 2023 reflete redução de nitrogênio por políticas locais e condições secas de verão. Pesquisadores creditam décadas de esforços de redução de poluição e manejo costeiro.
San Diego desenvolve gel para restauração de recifes
Universidade da Califórnia, San Diego, criou o gel Snap-X, que atrai larvas de corais e aumenta assentamento. Em testes, superfícies tratadas com Snap-X tiveram assentamento seis vezes maior que o normal.
Em ambientes simulados, o efeito chegou a 20 vezes maior. A inovação ocorre em meio a sério episódio de branqueamento global de recifes, tornando a pesquisa especialmente relevante.
Novo México investe US$ 50 milhões em travessias de vida silvestre
Governo Michelle Lujan Grisham assinou financiamento recorde para travessias de fauna, com foco na rodovia US 550. A medida integra o Plano de Ações de Corredores da Fauna do estado.
Anualmente, o estado registra cerca de 1.200 colisões entre animais e veículos. A verba visa reduzir acidentes e preservar comportamentos naturais de espécies como alces, cervos, bodes e ursos.
Redes de pesca com luz solar reduzem bycatch de tartarugas
Equipe de ASU, NOAA Fisheries e World Wildlife Fund criou redes com iluminação LED alimentadas a energia solar. As luzes funcionam como bóias e reduzem bycatch de tartarugas em 63%.
Os testes incluiram pescadores do Golfo da Califórnia, México, sem reduzir a captura de espécies alvo como atum-japig. A tecnologia pode influenciar práticas de pesca de alto impacto.
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