- Cientistas identificaram quinze bezerros de baleia-da-áspera-do-norte (direito) até o momento nesta temporada de parto, no inverno.
- O total estimado de indivíduos era de 384 ao final de 2024, conforme o consórcio da espécie, com recuperação em relação aos pontos baixos anteriores.
- Desde 2020, a população cresceu pouco mais de sete por cento, partindo de 358 indivíduos.
- Foram observadas mães de primeira viagem entrando no grupo reprodutivo e fêmeas dando à luz com intervalos mais curtos entre partos.
- A Administração Nacional oceânica e atmosférica (NOAA) estima que cerca de cinquenta bezerros por ano, sustentados por muitos anos, seriam necessários para uma recuperação clara, cenário improvável dada a baixa quantidade de fêmeas reprodutoras.
Os avistamentos de filhotes de baleia-parda do Atlântico Norte aumentaram neste inverno, segundo cientistas. Até o momento, foram identificados 15 bebes, sinal de ganho em uma população historicamente sob pressão.
Ao fim de 2024, a população estimada era de 384 baleias-pardas do Atlântico Norte (Eubalaena glacialis), conforme o North Atlantic Right Whale Consortium. O número representa recuperação desde o ponto mais baixo da década.
Desde 2020, o total de indivíduos aumentou pouco mais de 7%, indo de 358 para 384. Pesquisadores destacam que algumas fêmeas entraram na temporada reprodutiva deste ciclo 2025-2026.
Desafios e perspectivas: ainda é difícil sustentar o crescimento. A NOAA estima que cerca de 50 bebes por ano seriam necessários para uma recuperação clara a longo prazo, o que não é plausível diante do reduzido conjunto reprodutivo.
As ameaças permanecem graves: enredamento em artefatos de pesca, colisões com grandes embarcações e estresse crônico que reduz a alimentação e a reprodução. A espécie já foi próxima da extinção no passado.
Políticas públicas tiveram papel na redução de riscos, com limites de velocidade para navios e restrições sazonais de pesca. Sob a administração anterior, algumas proteções recuaram, com moratória a novas regras federais até 2028.
A baleia-parda do Atlântico Norte figura entre os cetáceos mais ameaçados, mas não entre os menos numerosos. Existem centenas de indivíduos, diferente de espécies como a vaquita, no Golfo da Califórnia, perto da extinção.
Os filhotes migram para o norte com as mães, seguindo rotação de migração tradicional. O oceano continua cheio de atividades humanas e barulhento, fatores que impactam a sobrevivência.
Atenção permanece alta entre cientistas: as novas entradas de mães não garantem recuperação segura, e o caminho depende de reduzir riscos ao longo de várias temporadas de reprodução.
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