- 2025 foi um dos anos mais quentes já registrados globalmente, ocupando o terceiro lugar desde o período pré‑industrial, segundo dados do Copernicus Climate Change Service.
- Os últimos onze anos foram os mais quentes já observados.
- Em Salt Lake City, nos Estados Unidos, a média de 2025 ficou em 52.5°F, o ano mais quente desde 1950, com elevação de aproximadamente 0,5°F por década.
- Em geral, mais de 1.200 cidades tiveram o seu ano mais quente já registrado, enquanto recordes de frio ficaram raros.
- O aumento está ligado a emissões de gases de efeito estufa e à redução de aerossóis que antes bloqueavam parte da luz solar, deixando a superfície mais quente.
O ano passado manteve o aquecimento global, segundo dados recentes do Copernicus Climate Change Service. A temperatura média global ficou entre as mais altas já registradas, com 11 anos recentes entre os mais quentes da série histórica iniciada no período pré-industrial. A análise abrange 1940 a 2025.
Segundo a leitura, as últimas 11 décadas concentram os picos de calor. Esse aquecimento está ligado a padrões climáticos mais intensos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas. A autoridade científica aponta que esse cenário amplifica eventos extremos.
Em Salt Lake City, nos EUA, a temperatura média de 2025 atingiu 52,5°F (11,4°C), marcando o ano mais quente desde 1950. A cidade registra avanço de cerca de 0,5°F por década, refletindo a tendência global. A análise envolve dados de milhares de cidades ao redor do mundo.
Mudanças climáticas e impactos
O aumento de 1°C na temperatura média atmosférica eleva a umidade do ar, favorecendo chuvas mais intensas e inundações severas, conforme Samantha Burgess, diretora-adjunta do Copernicus. O acúmulo de calor também eleva a frequência de ondas de calor e de episódios de seca.
Em 2025, 11 meses foram mais quentes do que o normal em Salt Lake City. Dezembro ficou especialmente acima da média, enquanto janeiro foi mais frio. O termo “normal” refere-se à média mensal entre 1991 e 2020.
Dr. Burgess atribui a permanência do calor ao aumento de emissões de dióxido de carbono e de outros gases de efeito estufa, aliado a temperaturas elevadas dos oceanos. Reduções de aerossóis de sulfato também contribuíram para menos bloqueio solar, aumentando a incidência de radiação solar na superfície.
O estudo aponta que, em contraste, grande parte da Índia teve verão mais frio em 2025 devido ao fenômeno La Niña. A divulgação ressalta que muitos registros de calor são atingidos com episódios breves que excedem a média, enquanto os registros de frio estão se tornando menos frequentes.
Tendências e projeções
Mais de 1.200 cidades tiveram o ano mais quente já registrado em 2025, segundo a análise. Novos recordes de calor tendem a ocorrer com maior regularidade, enquanto episódios frios perdem espaço. A equipe do Copernicus aponta previsões de que o aquecimento global pode superar 1,5°C até 2029, com avanços antecipados em relação a estimativas anteriores.
Especialistas destacam que a trajetória de emissões de carbono, metano e outros gases continua em alta. Sinks naturais, como oceanos e florestas, perdem capacidade de absorção, o que agrava o acúmulo atmosférico de gases. A instituição sinaliza que reduzir emissões é necessário para conter o aquecimento.
A avaliação também reforça que o objetivo de Paris, de reduzir riscos de eventos climáticos extremos, permanece desafiador diante dos números atuais. A publicação cita a necessidade de ações coordenadas para desacelerar mudanças climáticas e seus impactos.
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