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Química mapeia estrutura da capa difusa ao redor de proteínas Tau

Capa flexível do Tau é revelada por ressonância magnética; estudo pode orientar drogas que bloqueiem o acúmulo de Tau no cérebro de pacientes com Alzheimer

MIT chemists showed they can use nuclear magnetic resonance (NMR) to decipher the structure of the fuzzy coat that surrounds Tau proteins. The findings may aid efforts to develop drugs that interfere with Tau buildup in the brain.
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  • Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) conseguiram usar ressonância magnética nuclear para decifrar a estrutura do “fuzzy coat” ao redor do núcleo rígido do Tau em fibrilas associadas ao Alzheimer.
  • A camada externa envolve as regiões móveis do Tau, influenciando como a proteína interage com outras moléculas.
  • O estudo, publicado no Journal of the American Chemical Society, mostra que a camada é altamente dinâmica e apresenta três níveis de mobilidade.
  • A estrutura global lembra um burrito: núcleo rígido cercado por camadas de segmentos com mobilidade variável, sendo as regiões mais dinâmicas ricas em prolina.
  • Os pesquisadores planejam investigar se Tau normal pode se agregar a fim de formar fibrilas semelhantes às do Alzheimer, usando Tau desorganizado como molde; pesquisa financiada pelo National Institutes of Health (NIH).

O desenvolvimento de uma técnica de espectroscopia NMR permitiu aos químicos do MIT decifrar a chamada “película” incerta que envolve a Tau, proteína associada a Alzheimer. O estudo, publicado hoje no Journal of the American Chemical Society, detalha a estrutura da camada frouxa que cerca o núcleo rígido da Tau. O objetivo é entender como bloquear a formação de emaranhados no cérebro.

A pesquisa mostra que a Tau tem um núcleo rígido, rodeado por segmentos desordenados que formam o “fuzzy coat”. Até então, essa região era pouco estudada, dificultando a caracterização da proteína completa. A equipe adaptou técnicas de NMR para mapear tanto as partes estáveis quanto as dinâmicas.

Metodologia e descobertas

Os autores desenvolveram métodos de NMR capazes de investigar Tau na sua forma completa, não apenas o núcleo. Em um experimento, os prótons dos aminoácidos mais estáveis foram magnetizados e a transferência de magnetização para as regiões móveis foi monitorada, revelando a proximidade entre as camadas.

Os resultados indicam que a Tau, com cerca de 10 domínios, se assemelha a um burrito: várias camadas da pelagem envolvem o núcleo. As regiões mais dinâmicas concentram-se na camada externa, enquanto o núcleo rígido permanece estável.

Esse modelo sugere como os emaranhados se formam: proteínas Tau normais podem se ligar às Tau misfolded, atuando como molde para estruturar a forma anômala. A camada externa facilita a adição de novas unidades aos filamentos.

Avanços e próximos passos

Os pesquisadores apontam que a camada frouxa pode influenciar a adesão de fármacos destinados a desagregar os fibris. Entender a dinâmica da pelagem abre caminho para estratégias que interrompam a formação de emaranhados no cérebro.

Os próximos experimentos devem testar se proteínas Tau normais tendem a se agregar aos túneis de fibrilas encontrados em Alzheimer, usando Tau alterada de pacientes como modelo. O trabalho foi financiado pelo NIH.

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