- Estudo de revisão sistemática e meta-análise, liderado pela professora Asma Khalil, analisa 43 trabalhos e conclui que o uso de paracetamol na gravidez não aumenta o risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual no filho.
- A amostra avaliada incluiu 262.852 crianças para autismo, 335.255 para TDAH e 406.681 para deficiência intelectual.
- Os autores dizem não haver associação entre exposição ao paracetamol no útero e esses desfechos; fatores familiares e genéticos são explicados como explicação mais provável para associações anteriores.
- O estudo ressalta que o paracetamol continua sendo opção segura durante a gravidez quando usado conforme orientação médica, sendo inseguro abandonar o medicamento apenas por medo de efeitos neurológicos.
- A pesquisa foi publicada no Lancet Obstetrics, Gynaecology and Women’s Health e surge para esclarecer declarações anteriores de Donald Trump sobre o tema.
Paracetamol usado durante a gravidez não eleva o risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual no filho, aponta uma revisão de alto padrão que analisa evidências existentes. O estudo foi publicado na Lancet Obstetrics, Gynaecology and Women’s Health.
Reunindo 43 pesquisas anteriores, o trabalho, conduzido por sete especialistas europeus liderados pela professora Asma Khalil, avaliou mais de 1 milhão de crianças. Entre os dados, 262.852 foram estudadas para autismo, 335.255 para TDAH e 406.681 para deficiência intelectual.
Os resultados indicam ausência de associação entre exposição ao paracetamol no útero e os desfechos neurodesenvolvimentais. Pesquisadores ressaltam que fatores familiares e condições de saúde subjacentes podem explicar observações passadas.
Implicações e contexto
O estudo reforça que o paracetamol continua sendo a opção segura recomendada para dor ou febre durante a gestação, desde que usado conforme orientação médica. A conclusão contrasta com comentários de autoridades públicas feitos anteriormente.
Wes Streeting, secretário de saúde do Reino Unido, afirmou que não há razão para duvidar da segurança do medicamento nesta faixa etária. Especialistas ouvidos destacam que a pesquisa é crucial para esclarecer dúvidas entre gestantes e profissionais de saúde.
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