- Em 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans tornou-se a primeira brasileira vacinada contra a covid-19, após aprovação emergencial da Anvisa para duas vacinas.
- A vacinação no Brasil começou no dia seguinte, 18 de janeiro, com o envio inicial de 6 milhões de doses da CoronaVac, importadas da China pelo Instituto Butantan.
- No dia 23 de janeiro, chegaram mais 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fiocruz, que passou a processar a vacina no Brasil.
- Em um ano, foram aplicadas 339 milhões de doses, atingindo 84% da população, com estimativas de reduzir 74% dos casos graves e 82% das mortes.
- Estudos e a CPI indicaram atrasos na campanha, com projeções de hospitalizações e vidas que poderiam ter sido salvas caso a vacinação tivesse começado mais cedo; a CPI sugeriu indiciamentos, posteriormente arquivados.
Há cinco anos, o Brasil começou a vacinar contra a covid-19. Em 17 de janeiro de 2021, a Anvisa aprovou uso emergencial de duas vacinas e a enfermeira Mônica Calazans, de São Paulo, foi a primeira brasileira a receber a dose. O ato ocorreu no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento da doença.
Na sequência, a vacinação no restante do país começou no dia 18 de janeiro, com um lote inicial de 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China e processadas no Brasil pelo Butantan. Dias depois, em 23 de janeiro, chegaram 2 milhões de doses da AstraZeneca, importadas da Índia pela Fiocruz.
Primeira fase e início da imunização
A campanha priorizou trabalhadores de saúde, idosos e pessoas com deficiência institucionalizadas, além de indígenas. Na época, o país enfrentava o pico da variante Gama, associada a maior letalidade. O ritmo de imunização foi gradual devido à disponibilidade de doses.
Apesar das limitações, os impactos começaram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil indicam queda de hospitalizações e mortes entre idosos a partir de abril. Estima-se que, nos primeiros sete meses, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes tenham sido evitadas.
Avanço nacional e aprendizados
Ao longo de 2021, o Butantan e a Fiocruz passaram a produzir no Brasil, aumentando o fluxo de doses. Com a chegada de imunizantes de fontes privadas, o país acelerou a vacinação. Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, cobrindo cerca de 84% da população.
Estudos sugerem impactos expressivos na redução de casos graves e mortes: cerca de 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas teriam sido prevenidos. Mesmo assim, pesquisadores apontam que atrasos iniciais contribuíram para perdas evitáveis.
Debates e consequências políticas
Relatórios da CPI da Covid-19 indicaram uma escassez de doses que agravou o avanço da doença, citando negociações ausentes com fabricantes. Em 2022, houve indicação de indiciamentos de várias autoridades, embora parte das acusações tenha sido arquivada. Em 2025, o STF determinou inquérito para apurar condutas durante a pandemia.
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