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Clima polar em Júpiter e Saturno revela detalhes do interior dos planetas

Estudo liga padrões dos vórtices polares de Júpiter e Saturno à maciez da base do vórtice, sugerindo propriedades do interior

This infrared 3D image of Jupiter's north pole shows a ring of 8 vortices surrounding a central cyclone. MIT researchers have now identified a mechanism that determines whether a gas giant evolves one versus multiple polar vortices.
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  • Jupiter apresenta um vórtice polar central cercado por oito vórtices menores, enquanto Saturno tem um único vórtice polar hexagonal no polo norte.
  • Pesquisadores do MIT propõem que essas diferenças decorrem da “maciez” da base do vórtice, relacionada à composição interior do planeta.
  • O estudo simulou diversas configurações de gigantes gasosos usando um modelo bidimensional, a partir de condições iniciais aleatórias, e observou padrões que variam entre um único vórtice grande ou múltiplos vórtices.
  • Os resultados sugerem que bases mais macias geram vórtices menores e múltiplos, como em Jupiter, enquanto bases mais duras permitem o crescimento de um vórtice único, similar ao de Saturno.
  • A pesquisa, publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta que padrões de superfície podem refletir propriedades internas dos planetas, ajudando a entender o que existe sob as camadas de nuvens.

O MIT divulgou resultados de simulações que tentam explicar por que Jupiter e Saturn exibem padrões de vórtice polar tão diferentes. O estudo está publicado nesta semana na Proceedings of the National Academy of Sciences. A equipe é liderada por Wanying Kang e Jiaru Shi, do Departamento de Earth, Atmospheric and Planetary Sciences. A pesquisa utiliza modelos bidimensionais de dinâmica de fluidos para gas giants.

Os pesquisadores mostraram que, a partir de condições iniciais com ruído aleatório, alguns cenários geram um único vórtice gigante, semelhante ao observado em Saturno, enquanto outros produzem várias circulações maiores, como as de Jupiter. O resultado depende das propriedades internas do planeta, em especial da dureza ou densidade da base do vórtice.

O que sustenta a ideia

A equipe variou parâmetros como tamanho, taxa de rotação e aquecimento interno, além da rigidez da base do vórtice. Eles concluíram que a capacidade de um vórtice crescer é influenciada pela composição interior. Bases mais macias tendem a limitar o tamanho final, favorecendo múltiplos vórtices; bases mais duras favorecem um único vórtice maior.

Implicações para a compreensão planetarya

Os autores sugerem que a superfície atmosférica pode refletir propriedades profundas do interior. Se Saturno possuir uma base de vórtice mais rígida que Jupiter, isso ajudaria a explicar a presença de apenas um vórtice hexagonal no polo norte de Saturno. A pesquisa utiliza uma redução 3D para 2D por conta da rotação rápida dos gigantes gasosos.

Observação de especialistas

Especialistas independentes destacaram que a ligação entre padrões superficiais e propriedades internas oferece uma nova maneira de mapear características internas que moldam as atmosferas. O estudo foi apoiado por uma Mathworks Fellowship e por financiamento da MIT.

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