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Richard Hynes, pioneiro da adesão celular, morre aos 81 anos

Pioneiro da adesão celular deixa legado no MIT, ao revelar integrinas e mecanismos centrais de desenvolvimento, câncer e metástase

Richard Hynes in a gallery with large research images in back
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  • Richard Hynes, professor emérito de MIT, morreu em 6 de janeiro aos 81 anos.
  • Foi pioneiro na biologia de adesão celular e responsável pela descoberta das integrinas, receptoras da superfície celular.
  • Construiu e moldou o campo da adesão celular, conectando matriz extracelular a mecanismos de desenvolvimento, câncer e doença.
  • Liderou o MIT Center for Cancer Research e influenciou políticas e parcerias científicas nacionais e internacionais.
  • Recebeu reconhecimentos como o Prêmio Albert Lasker em 2022 e integrou diversas academias e comissões de pesquisa.

Richard O. Hynes, professor emérito do MIT, faleceu em 6 de janeiro aos 81 anos. Biólogo do câncer, suas descobertas redesenharam a forma como as células interagem com o ambiente e com a matriz extracelular, impactando pesquisas sobre adesão celular, desenvolvimento e metástase.

Entre suas contribuições está a identificação de integrinas, receptores de superfície celular essenciais para adesão célto-matriz. Seu trabalho ajudou a estabelecer a biologia da adesão celular e a entender processos como desenvolvimento embrionário e doenças como câncer e fibrose.

Ao longo de mais de cinco décadas no MIT, Hynes ocupou a posição de Daniel K. Ludwig Professor de Pesquisa sobre Câncer e integrou o Koch Institute e o Broad Institute. Sua atuação combinou pesquisa de ponta, liderança institucional e mentoria de gerações de cientistas.

Trajetória

Nascido no Quênia e criado em Liverpool, Hynes teve pais cientistas e ingressou em Cambridge, Reino Unido, para estudar biologia. Em seguida transferiu-se para os EUA para o doutorado no MIT, orientado por Paul Gross.

De volta ao MIT, em 1975, tornou-se membro fundador do Centro de Pesquisas sobre Câncer e consolidou a adesão celular como campo de estudo. Sua linha de pesquisa revelou ligações entre matriz extracelular, receptores e mecanismos de metastização.

A liderança de Hynes incluiu a direção do CCR e, mais tarde, a transição do CCR para o modelo interdisciplinar que hoje sustenta o Koch Institute. Seu trabalho inspirou políticas de pesquisa e parcerias entre MIT e a comunidade científica global.

Contribuições e reconhecimento

A atuação de Hynes ampliou o uso de proteômica e técnicas de isolamento de matriz para mapear proteínas da adesão. Descobriu que a adesão desregulada facilita a disseminação tumoral e influencia resposta terapêutica e prognóstico.

Sua pesquisa conectou fibronectina, integrinas e proteínas da matriz a processos como angiogênese tumoral e interação com plaquetas. Esses achados geraram alvos diagnósticos e terapêuticos potenciais.

Hynes recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Lasker Basic Medical Research em 2022, reconhecido por suas contribuições a integrinas e adesão celular. Foi membro de diversas academias e atuou como líder científico em organizações internacionais.

Segundo colegas, sua abordagem mente aberta, orientação cuidadosa e compromisso com a formação de cientistas moldaram carreiras dentro e fora do MIT. Seu legado inclui a promoção de uma pesquisa colaborativa e de impacto clínico.

Legado e sobreviventes

Hynes deixa a esposa Fleur, filhos Hugh e Colin com as respectivas parceiras e quatro netos. O MIT, o Koch Institute e a comunidade científica destacam a importância de seu trabalho para a compreensão da biologia celular e das vias de tratamento do câncer.

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