Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bryan Bryson lidera soluções de engenharia para a tuberculose

Laboratório do MIT identifica proteínas da tuberculose apresentadas por células infectadas; metade da população ainda sem alvos de vacina, com avanços para testes em seis anos

Bryan Bryson in cluttered lab
0:00
Carregando...
0:00
  • O professor associado do MIT, Bryan Bryson, investiga como o sistema imune combate o Mycobacterium tuberculosis para identificar alvos de vacinas.
  • O grupo dele busca proteínas da tuberculose expostas em células infectadas, já que o Mycobacterium tuberculosis produz mais de quatro mil proteínas, mas apenas uma parte é apresentada ao sistema imune.
  • Em estudos com pessoas de diferentes backgrounds genéticos, foram identificadas proteínas da TB apresentadas em cerca de cinquenta por cento da população; o trabalho segue para cobrir o restante.
  • O objetivo é desenvolver uma vacina mais eficaz do que a BCG, com etapas de design, testes em animais e chances de ensaios clínicos em aproximadamente seis anos.
  • Bryson aponta a cultura de resolução de problemas da MIT e a influência da família, especialmente da mãe, como motivadores importantes para seguir avançando na pesquisa.

Bryan Bryson, professor associado de engenharia biológica no MIT, está desenvolvendo soluções de engenharia para enfrentar a tuberculose. O foco do seu laboratório é entender como as células imunes reconhecem e eliminam a Mycobacterium tuberculosis, para identificar alvos de vacinas mais eficazes.

Desde que abriu o laboratório em 2018, Bryson tem trabalhado na pergunta central: como o sistema imune mata as bactérias. A meta é acelerar o desenvolvimento de vacinas que reduzam significativamente a incidência da tuberculose, uma doença que ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano.

A tuberculose utiliza mais de 4 mil proteínas, mas apenas uma fração é apresentada pelas células infectadas. O laboratório de Bryson identificou proteínas específicas associadas a um grupo conhecido como substrates do sistema de secreção tipo 7, presentes em cerca de 100 proteínas do patógeno. A variação entre indivíduos depende do background genético.

Analisando amostras de pessoas com diferentes genéticas, a equipe mapeou as proteínas exibidas ao sistema imune em aproximadamente metade da população. O objetivo é definir quais proteínas podem compor uma vacina eficaz para a maioria das pessoas, cobrindo os 50% restantes em desenvolvimentos futuros.

Após selecionar os antígenos mais promissores, o caminho envolve projetar a vacina, testar em modelos animais e avançar para ensaios clínicos em cerca de seis anos. A pesquisa busca não apenas novas moléculas, mas uma estratégia que reduza drasticamente a incidência da doença.

Bryson complementa a trajetória com relatos de vida que reforçam a abordagem científica. Criado pela mãe sozinha, ele atribui a atitude positiva ao aprendizado inspirador da família. A cultura da engenharia no MIT também favorece a confiança em soluções possíveis para desafios complexos, como a tuberculose.

Além da atuação em pesquisa, Bryson atua como líder acadêmico no MIT, com vínculo ao Ragon Institute e colaborações com Harvard. Em momentos de pausa, gosta de atividades simples no campus, como o preparo de sorvetes artesanais para a comunidade estudantil, mantendo o foco na continuidade do trabalho científico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais