- Onze guthega skinks foram liberadas em um recinto controlado no Parque Nacional Alpino, em Victoria; a fusão de indivíduos pode subir para treze com a futura gravidez da fêmea chamada Omeo, prevista para março.
- As lagartixas alpinas guthega vivem em ilhas de habitat acima de 1.600 metros, nos Bogong high plains, em Victoria, e no Monte Kosciuszko, em New South Wales.
- O programa de reprodução em cativeiro, conduzido pela Zoos Victoria, criou um enclosure com rochas de granito e centenas de plantas, incluindo menta alpina e snow beard-heath.
- O aquecimento global reduz a zona alpina e aumenta o risco de incêndios, com várias colônias já perdidas, incluindo em 2003.
- Os filhotes devem nascer com aparência diferente dos adultos: pretos com manchas amarelas; Omeo deve ter dois filhotes, que ficarão próximos aos pais.
O programa de reprodução em cativeiro avançou para a liberação de 11 lagartixas guthega em uma área cercada no Parque Nacional Alpino, em Victoria. O grupo começou com quatro animais e teve a adesão de sete novos, em dezembro, elevando o total para 11. A fêmea conhecida como Omeo deve dar à luz em março, segundo avaliação física.
As guthega skinks são uma das poucas lagartixas alpinas da Austrália, vivendo em ilhas de altitude acima de 1.600 metros, nos Bogong plains, em Victoria, e no Mount Kosciuszko, em New South Wales. O local de liberação foi especialmente equipado com rochas de granito e centenas de plantas, incluindo espécies alimentares para o lagarto.
O objetivo do projeto, conduzido pelo Zoos Victoria, é ampliar a população na natureza, diante da vulnerabilidade causada pelo recuo de seu habitat com o aquecimento climático e pela ameaça de incêndios florestais frequentes, que já dizimaram várias colônias em 2003.
Progresso do programa
O site de liberação foi preparado para simular as condições de área rochosa em que a espécie vive, com abrigo e alimento adequados. A expectativa é de que Omeo tenha cerca de dois filhotes, com a compreensão de que filhotes diferem consideravelmente dos adultos.
Observações de cientistas apontam que as lagartixas adultas atingem cerca de o comprimento de uma régua, enquanto os filhotes pesam o equivalente a um botão e apresentam manchas amarelas sobre o corpo negro. Estudos indicam que os filhotes tendem a permanecer próximos aos pais nos primeiros meses.
Pesquisadores externos também destacam a formação de unidades familiares nessa espécie, que costuma partilhar abrigos rochosos com outros indivíduos da mesma área. As fêmeas da população de Victoria costumam ter poucos filhotes por ano, geralmente um ou dois.
Dr. Zak Atkins, especialista em lagartixas e diretor da Snowline Ecology, destacou que o habitat alpino está sob pressão maior com as mudanças climáticas, e não há altitudes superiores para migração. A situação aumenta a importância de proteger os trilhos ecológicos já existentes.
A ativação do programa de reprodução em cativeiro, combinada com monitoramento contínuo, visa aumentar a resiliência da espécie frente a ameaças locais. A equipe enfatiza a necessidade de conservar o habitat na região para manter a população estável a longo prazo.
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