- A partir do 1º de fevereiro, a lagosta sai do cardápio por três meses devido ao segundo defeso, mais rigoroso para preservar a reprodução.
- A regra, fiscalizada pelo Ibama, estabelece tamanho mínimo de 13 centímetros de cauda e proíbe a captura de fêmeas ovadas; a fiscalização ocorre principalmente nas empresas.
- A Frescatto passou a atuar na etapa primária da cadeia, acompanhando embarcação, pescador, licença, RGP e fiscalização ambiental.
- Em 2025, o Brasil exportou 3,3 mil toneladas de lagosta, por US$ 82,6 milhões; EUA e China são destinos principais, e o mercado global movimenta cerca de 300 mil toneladas.
- O defeso visa estabilizar estoques, mas impacta a renda de pescadores; o consumidor deve verificar a origem, com nota fiscal e selo de inspeção federal.
Desde este domingo, 1º de fevereiro, a lagosta entra em defeso pelos próximos três meses e o consumo em restaurantes fica suspenso. A medida visa proteger a reprodução da espécie e preservar estoques para o futuro.
A médica veterinária Angélica Valente, da Frescatto, afirma que capturas no período podem comprometer o estoque. A empresa suspendeu o processamento de lagosta em suas unidades, acompanhando as regras do defeso.
A produção brasileira de lagosta fica entre 4.000 e 6.000 toneladas por ano, com destaque para espécies vermelha e verde. No auge, esse total ultrapassou 8.000 toneladas, mas quedas de estoques ampliaram controles.
Regulação e fiscalização
O defeso é definido pelo Ibama com base em estudos científicos. O monitoramento envolve estágio de reprodução, tamanho mínimo de 13 cm de cauda e volume permitido de captura. Fêmeas ovadas também entram na proteção.
A cadeia produtiva envolve comunidades costeiras do sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e parte do Nordeste. Embarcações licenciadas abastecem bases de captação que, por sua vez, encaminham o produto a unidades de beneficiamento.
Na Frescatto, a entrada da Prime Seafood ampliou a atuação da empresa na etapa primária, aumentando a complexidade regulatória. A fiscalização recai principalmente sobre empresas, com cruzamento de notas fiscais, registros e estoques.
Mercado, exportação e proteção ambiental
O defeso ambiental tem estabilizado a população de lagostas, ainda que longe do ideal. Enquanto o mercado interno para, o externo permanece atento, com Estados Unidos e China entre os principais destinos.
Em 2025, o Brasil exportou 3,3 mil toneladas de lagosta por US$ 82,6 milhões, ante 3,6 mil toneladas e US$ 92,8 milhões em 2024. A busca por novos clientes aumenta diante de tarifas e tensões comerciais.
Para o consumidor, a orientação é simples: durante o defeso, lagostas frescas em restaurantes costumam indicar irregularidade, a menos que provenham de estoques anteriores, com nota fiscal e selo de inspeção.
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