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Reino Unido lança plano para enfrentar PFAS diante de preocupações crescentes

Plano britânico amplia monitoramento de PFAS, busca alinhamento com a UE até 2028 e provoca discussão sobre banimento imediato e alternativas seguras

Getty Images Two women stand in a river and carry out tests. The woman on the right is brown haired with dark trousers and a green jacket, the woman on the right is blonde with blue jeans, black wellies and a green jacket. The banks are overgrown with grass, ferns and wildflowers.
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  • O Reino Unido lançou um plano nacional para enfrentar as PFAS, conhecidas como “forever chemicals”, com o aumento de testes no ambiente.
  • O objetivo é entender onde estão as PFAS mais perigosas, reduzir seu uso em produtos do dia a dia e buscar alternativas com a indústria.
  • Até 2029, o país quer alinhar-se mais estreitamente às regulações da União Europeia, que propõe banir usos não essenciais.
  • O plano prevê aumentar em 50% as amostras de água testadas na Escócia e no País de Gales, além de testar animais costeiros na Inglaterra e solos em cinco áreas prioritárias.
  • A iniciativa divide opiniões: ambientalistas pedem banimento imediato, enquanto setores industriais ressaltam a necessidade de encontrar alternativas e justificar prós/contras antes de qualquer restrição.

O Reino Unido anunciou um plano nacional para intensificar a detecção de PFAS, conhecidos como “forever chemicals”, no meio ambiente. A iniciativa visa enfrentar preocupações sobre saúde e ecossistema, com ações previstas até 2029.

O governo destaca que esses componentes são usados em produtos do dia a dia por serem resistentes a óleo e água, mas podem acumular-se no ambiente. Cientistas apontam riscos por serem persistentes e tóxicos em alguns casos.

O plano foi apresentado pela ministra do Meio Ambiente, Emma Hardy, que afirmou a necessidade de proteger a saúde pública e o ambiente para as futuras gerações, por meio de medidas que reduza impactos e promova alternativas mais seguras.

Objetivos centrais do plano

A proposta foca em mapear onde os PFAS mais perigosos aparecem, reduzir seu uso em itens comuns e trabalhar com a indústria na busca por substitutos. O objetivo é diminuir a presença dessas substâncias no cotidiano.

Ações previstas incluem aumentar em 50% as amostragens de PFAS na Escócia e no País de Gales, além de testar animais costeiros na Inglaterra e solos em cinco áreas prioritárias para identificar pontos críticos.

PFAS aparecem em diversos produtos, de uniformes escolares a invólucros de medicamentos e processos de hidrogênio. Suas ligações químicas fortes tornam-nas úteis, porém persistentes no ambiente.

Dra Liz Chadwick, bióloga da Cardiff University, ressalta que a emissão ocorre durante a fabricação, lavagem de roupas e uso de resíduos de estações de tratamento, além da disseminação de lodos no campo.

Reações e debates

O governo planeja ainda lançar um site com informações sobre PFAS para ampliar a conscientização pública. Organizações ambientais e pesquisadores elogiam a iniciativa, mas divergem sobre a necessidade de mais estudos antes de restrições.

Para a instituição Chem Trust, a prioridade deve ser agir na origem, adotando um princípio de precaução caso os riscos superem os benefícios potenciais. A organização defende ações mais rápidas de regulamentação.

A saúde pública já tem preocupações internacionais, com a Organização Mundial da Saúde classificando alguns PFAS como carcinogênicos ou possivelmente carcinogênicos, elevando a urgência de medidas.

Perspectivas setoriais

A indústria química vê avanços na alinhar regras com a União Europeia até 2028, o que pode acelerar futuras regulações. Especialistas do setor ressaltam que a transição exige tempo e investimentos para encontrar alternativas viáveis.

Alguns fabricantes já trabalham com opções livres de PFAS, mas destacam o custo e a complexidade da cadeia de suprimentos. A indústria de água defende ações mais abrangentes para reduzir o papel de empresas na remediação.

A associação Water UK afirma que o problema tende a piorar e cobra ações mais fortes contra a fabricação e venda de PFAS, além de responsabilidades de responsáveis pela limpeza do composto. A Chemical Industries Association afirma que alternativas viáveis requerem tempo para desenvolvimento.

Observadores enfatizam que a norma britânica não estabelece banimento imediato, mas aponta para maior alinhamento regulatório com a UE, o que pode facilitar futuras medidas.

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