- O Reino Unido lançou um plano nacional para enfrentar as PFAS, conhecidas como “forever chemicals”, com o aumento de testes no ambiente.
- O objetivo é entender onde estão as PFAS mais perigosas, reduzir seu uso em produtos do dia a dia e buscar alternativas com a indústria.
- Até 2029, o país quer alinhar-se mais estreitamente às regulações da União Europeia, que propõe banir usos não essenciais.
- O plano prevê aumentar em 50% as amostras de água testadas na Escócia e no País de Gales, além de testar animais costeiros na Inglaterra e solos em cinco áreas prioritárias.
- A iniciativa divide opiniões: ambientalistas pedem banimento imediato, enquanto setores industriais ressaltam a necessidade de encontrar alternativas e justificar prós/contras antes de qualquer restrição.
O Reino Unido anunciou um plano nacional para intensificar a detecção de PFAS, conhecidos como “forever chemicals”, no meio ambiente. A iniciativa visa enfrentar preocupações sobre saúde e ecossistema, com ações previstas até 2029.
O governo destaca que esses componentes são usados em produtos do dia a dia por serem resistentes a óleo e água, mas podem acumular-se no ambiente. Cientistas apontam riscos por serem persistentes e tóxicos em alguns casos.
O plano foi apresentado pela ministra do Meio Ambiente, Emma Hardy, que afirmou a necessidade de proteger a saúde pública e o ambiente para as futuras gerações, por meio de medidas que reduza impactos e promova alternativas mais seguras.
Objetivos centrais do plano
A proposta foca em mapear onde os PFAS mais perigosos aparecem, reduzir seu uso em itens comuns e trabalhar com a indústria na busca por substitutos. O objetivo é diminuir a presença dessas substâncias no cotidiano.
Ações previstas incluem aumentar em 50% as amostragens de PFAS na Escócia e no País de Gales, além de testar animais costeiros na Inglaterra e solos em cinco áreas prioritárias para identificar pontos críticos.
PFAS aparecem em diversos produtos, de uniformes escolares a invólucros de medicamentos e processos de hidrogênio. Suas ligações químicas fortes tornam-nas úteis, porém persistentes no ambiente.
Dra Liz Chadwick, bióloga da Cardiff University, ressalta que a emissão ocorre durante a fabricação, lavagem de roupas e uso de resíduos de estações de tratamento, além da disseminação de lodos no campo.
Reações e debates
O governo planeja ainda lançar um site com informações sobre PFAS para ampliar a conscientização pública. Organizações ambientais e pesquisadores elogiam a iniciativa, mas divergem sobre a necessidade de mais estudos antes de restrições.
Para a instituição Chem Trust, a prioridade deve ser agir na origem, adotando um princípio de precaução caso os riscos superem os benefícios potenciais. A organização defende ações mais rápidas de regulamentação.
A saúde pública já tem preocupações internacionais, com a Organização Mundial da Saúde classificando alguns PFAS como carcinogênicos ou possivelmente carcinogênicos, elevando a urgência de medidas.
Perspectivas setoriais
A indústria química vê avanços na alinhar regras com a União Europeia até 2028, o que pode acelerar futuras regulações. Especialistas do setor ressaltam que a transição exige tempo e investimentos para encontrar alternativas viáveis.
Alguns fabricantes já trabalham com opções livres de PFAS, mas destacam o custo e a complexidade da cadeia de suprimentos. A indústria de água defende ações mais abrangentes para reduzir o papel de empresas na remediação.
A associação Water UK afirma que o problema tende a piorar e cobra ações mais fortes contra a fabricação e venda de PFAS, além de responsabilidades de responsáveis pela limpeza do composto. A Chemical Industries Association afirma que alternativas viáveis requerem tempo para desenvolvimento.
Observadores enfatizam que a norma britânica não estabelece banimento imediato, mas aponta para maior alinhamento regulatório com a UE, o que pode facilitar futuras medidas.
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