- Um relatório da IUCN aponta 816 áreas oceânicas como ISRAs (Important Shark and Ray Areas) para proteção de tubarões e raias migratórios, visando a recuperação das espécies.
- As ISRAs costumam abrigar atividades críticas como reprodução de espécies ameaçadas, e o atlas online disponibiliza a relação dessas áreas ao público.
- O relatório Ocean Travellers foi publicado pela IUCN em dezembro e tornou-se público em 14 de janeiro, para orientar decisões de políticas de conservação.
- As áreas variam bastante de tamanho: no arquipélago das Maldivas existem 27 ISRAs pequenas, e uma zona ao sul de Hawaiʻi corresponde a quase o tamanho de Colômbia.
- As ISRAs podem guiar ações de proteção em zonas econômicas exclusivas e por meio de acordos internacionais, com menos de 3% dos oceanos das regiões estudadas já sob proteção estrita.
O novo mapa global aponta 816 áreas oceânicas que devem receber proteção para recuperar populações de tubarões e raias, ameaçadas pela sobrepesca e outras pressões. O relatório Ocean Travellers, divulgado pelo IUCN, identifica ISRAs—Zonas Importantes para Tubarões e Raias—em diversas regiões.
Quem está envolvido: o IUCN, via Shark Specialist Group, lidera a síntese sobre áreas-chave. Pesquisadores da ONG grega iSea contribuíram com medições de espécies ameaçadas. O trabalho visa orientar decisões de políticas públicas e gestão marinha.
Quando ocorreu: o relatório foi publicado em dezembro, com anúncio público em 14 de janeiro. Os dados cobrem nove das 13 regiões oceânicas, com resultados completos ainda a serem divulgados neste ano.
Onde estão as áreas: as ISRAs aparecem em diferentes mares do mundo, desde o Golfo de Amvrakikos, na Grécia, até áreas do Pacífico e do Oceano Índico. A iniciativa também contempla áreas no entorno do Saara, no Red Sea, e partes do oceanoAtlântico.
Por quê: as áreas foram definidas com base em padrões de reprodução, alimentação, agregação e migração de espécies de tubarões e raias. O objetivo é incentivar políticas que promovam conservação sem depender apenas de áreas protegidas formais.
Como funciona o programa: as ISRAs não garantem proteção automática. Elas funcionam como ferramenta de gestão para que governos, regiões e organizações internacionais implementem medidas de conservação, por meio de áreas marinhas protegidas ou restrições de pesca.
Tamanho e impacto: as ISRAs ocupam menos de 3% da superfície oceânica nas regiões estudadas, mostrando que a proteção é viável sem grandes custos territoriais. A meta é que governos utilizem as áreas para decisões de manejo em zonas econômicas exclusivas e por meio de acordos internacionais.
Perspectivas de cooperação: o mapeamento facilita a sobreposição com outras iniciativas, como zonas de proteção de mamíferos marinhos, tartarugas e aves marinhas, além de alinhar com compromissos da CBD e CMS. A expectativa é que haja integração entre planos nacionais e mecanismos internacionais.
Desafios de dados: a pesquisadora Rima Jabado ressalta lacunas em dados de espécies menos estudadas, como raias pequenas e não migratórias. Governos devem priorizar ISRAs para impedir extinção de espécies, citando exemplos como o green sawfish, com populações muito restritas no Ocidente.
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