Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nova plataforma de vacina estimula células B protetoras raras

VLP de DNA gera oito vezes mais células B precursoras no alvo, aumentando o potencial de anticorpos neutralizantes contra HIV e influenza

Two hollow spheres of DNA, left, and protein, right, that are covered in bits of HIV antigen.
0:00
Carregando...
0:00
  • Cientistas desenvolveram uma vacina de partículas virais semelhantes a vírus (VLP) feitas com um esqueleto de DNA para exibir o imunogênico eOD-GT8 do HIV.
  • Em modelos de camundongos humanizados, a VLP de DNA gerou oito vezes mais células B precursoras específicas para o HIV do que a VLP baseada em proteína já usada em ensaios clínicos.
  • A abordagem busca ampliar células B raras que podem evoluir para produzir anticorpos neutralizantes de amplo espectro contra HIV.
  • O DNA VLP não induz respostas de anticorpos contra a própria partícula, o que pode permitir o uso do sistema para entregar múltiplos antígenos em esquemas de reforço.
  • Os resultados, descritos na revista Science, sugerem um caminho de primeira linha para vacinas ativas e imunoterapias que foquem respostas B em antígenos específicos.

Baseado em uma partícula similar a vírus construída com uma estrutura de DNA, pesquisadores de MIT e Scripps desenvolveram uma vacina que estimula uma população rara de células B precursoras capazes de evoluir para produzir anticorpos de amplo espectro contra HIV. Os resultados são pré-clínicos, em modelos animais humanizados, e indicam potencial para avançar na busca por uma vacina HIV.

A abordagem utiliza DNA como suporte estrutural para exibir múltiplas cópias de um imunógeno HIV, chamado eOD-GT8, criado pela Scripps. Em comparação com uma VLP baseada em proteína já testada em ensaios clínicos, a nova VLP de DNA aumentou significativamente a resposta de células B precursoras.

Os experimentos mostraram que a DNA-VLP gerou oito vezes mais células B com o perfil desejado do que o produto clínico de referência. Além disso, o DNA não induziu resposta imune contra a própria VLP, o que facilita a montagem de esquemas de reforço com diferentes antígenos.

Resultados-chave

Os cientistas observaram que a VLP de DNA mantém as células B nos folículos dos linfonodos com melhor retenção e cooperação com células T auxiliares, favorecendo a sobrevivência dessas células. Esse efeito levou a uma resposta on-target mais robusta.

Segundo os autores, a ausência de anticorpos contra o próprio suporte DNA reduz a competição entre B cells específicas para o antígeno alvo. Essa característica pode permitir uso de antígenos adicionais em esquemas de vacinação subsequentes.

Implicações e próximos passos

Os pesquisadores destacam que a plataforma de DNA VLP pode ser aplicada a outros antígenos e doenças desafiadoras, ampliando o leque de imunoterapias ativas. A proposta é explorar aplicações em HIV, influenza e potenciais usos terapêuticos para doenças degenerativas ou dependências químicas.

O estudo, liderado por Mark Bathe e Darrell Irvine, é publicado na revista Science. Anna Romanov é a autora principal. As pesquisas foram financiadas por institutos como NIH, Howard Hughes, NSF e outras entidades de apoio à ciência translacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais