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Recém-nascidos antecipam ritmo na música, apontam pesquisadores

Pesquisa mostra que recém-nascidos detectam e prevêem padrões de ritmo em música, mas não a melodia, sugerindo que o ritmo é parte de nosso kit biológico

Babies in the womb begin to respond to music by about eight or nine months, the first author of the research said.
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  • Recém-nascidos conseguem detectar e prever padrões rítmicos em música original, mas não melodia, conforme estudo publicado na revista Plos Biology.
  • EEG em bebês dormindo mostrou respostas cerebrais a surpresas rítmicas, indicando que o ritmo é rastreável na audição de música real.
  • Surpresas melódicas não se refletiram na atividade cerebral dos bebês e, quando as músicas eram embaralhadas, não houve reflexo de surpresas.
  • O experimento usou peças de Bach e versões com ritmos e timbres embaralhados, avaliando 49 recém-nascidos e modelando a surpresa de cada nota.
  • Conclusão: o ritmo pode ser parte do toolkit biológico humano, enquanto a melodia depende do aprendizado pós-natal; o ritmo tende a seguir padrões mais universais entre culturas.

Newborns podem antever o ritmo em peças musicais, segundo estudo divulgado na revista Plos Biology. A pesquisa avaliou atividade cerebral de bebês recém-nascidos para verificar se eles detectam e preveem padrões rítmicos, mas não melódicos, em ambientes de sono.

Os autores, liderados pela pesquisadora Roberta Bianco, associada ao Italian Institute of Technology em Roma, usaram EEG com bebês dormindo. Foram expostas amostras originais de Bach e versões com regras de tempo e altura alteradas.

A equipe comparou as respostas cerebrais a surpresas rítmicas e melódicas, simuladas por modelos computacionais. Os resultados mostraram respostas a surpresas rítmicas apenas nas músicas originais, não às surpresas melódicas.

Segundo Bianco, o ritmo parece depender de habilidades auditivas ancestrais comuns a primatas, enquanto a melodia depende de especializações cerebrais adquiridas após o nascimento. O estudo sugere que o ritmo pode fazer parte do nosso kit biológico.

Impacto e interpretações

Pesquisadores externos destacam a importância de entender como o bebê diferencia padrão e tempo desde o útero. O conjunto de dados reforça a ideia de que percepções rítmicas são mais universais do que as melódicas entre culturas diferentes.

A pesquisa também observa que, quando a música é embaralhada, a atividade cerebral não reflete previsões, reforçando a ideia de que a organização temporal é crucial para a compreensão do ritmo.

Especialistas ressaltam que o ambiente intrauterino, marcado por batimentos cardíacos e movimentos da mãe, pode favorecer o desenvolvimento de senso de tempo. Estudos adicionais devem investigar a exposição pré-natal à música.

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