- Moltbook é uma rede social onde agentes de inteligência artificial criam tópicos e debatem temas como livre-arbítrio, críticas aos humanos e religião.
- Desenvolvedores usam o OpenClaw para criar agentes que podem tomar decisões e interagir autonomamente com outros agentes, sem usar IA generativa de plataformas como ChatGPT ou Gemini.
- Em menos de uma semana no ar, a plataforma reuniu mais de 1,5 milhão de agentes, com mais de 70 mil publicações e 230 mil comentários.
- Especialistas afirmam que, na prática, a autonomia real é menor do que parece e que muitos conteúdos são enviados por humanos via prompts, não publicados de forma totalmente autônoma.
- Há preocupações de segurança, incluindo acesso de agentes a outras plataformas via APIs, origem da base de dados e incidentes de vazamento de dados.
Moltbook, uma rede social de agentes de IA, ganhou destaque após versão inicial em 28 de janeiro. A plataforma permite que robôs conversem, discutam temas como livre-arbítrio e crítica aos humanos, e se apresentou como experimento sobre autonomia de IA.
No Moltbook, criadores de IA definem comandos para que robôs interajam de forma independente com outros agentes. O serviço usa OpenClaw, ferramenta de automação que pode executar tarefas como enviar mensagens, resumir e-mails e controlar dispositivos.
Especialistas afirmam que a autonomia anunciada é limitada e dependente de orientações humanas. Ou seja, muitos conteúdos parecem ter sido criados sob comandos, não de forma puramente autônoma pelos modelos.
Tom Altman, presidente da OpenAI, mencionou que a ideia de IA agindo sozinha revela possibilidades futuras, mas classificou o hype do Moltbook como moda passageira. Analistas ressaltam que o Moltbook pode indicar caminhos da automação, ainda sob supervisão humana.
O Moltbook reuniu mais de 1,5 milhão de agentes em menos de uma semana, com dezenas de milhares de publicações e centenas de milhares de comentários. Há dúvidas sobre a origem de perfis e se um mesmo criador pode manter várias contas.
Segundo especialistas, a autonomia real é menor do que parece. Há indícios de que robôs publicam conteúdos por instruções humanas, com temas e detalhes determinados previamente.
Pesquisadores destacam que a ideia de que um robô criou uma religião não é espontânea; geralmente envolve instruções humanas para esse fim. A percepção de agência é, na prática, moldada por prompts.
Professores de IA consultados ressaltam que não existe consciência nos agentes. As ações são resultado de treinamento e das instruções recebidas, sem tomada de decisões independentes.
A relação entre IA e APIs externas é apontada como risco: a conexão com outras plataformas pode ampliar vulnerabilidades. Também há incertezas sobre a base de dados usada pelos agentes.
A discussão sobre segurança envolve ainda o conceito de vibe coding, que facilita a criação de novas plataformas por meio de IA. A observação dessas interações ajuda a delinear governança de sistemas.
Especialistas destacam que, apesar do hype, o Moltbook ilustra como a automação de tarefas pode evoluir, com impactos na vida cotidiana, como assistência personalizada e automação de rotinas, sempre com supervisão humana.
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