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Fragile X: biomarcador de ondas cerebrais aproxima humanos e camundongos

Biomarcador de ondas de baixa frequência em Fragile X aparece em humanos e camundongos, viabilizando leitura não invasiva de eficácia de fármacos como arbaclofeno

Picower Professor Mark Bear (left) and postdoc Sara Kornfeld-Sylla discovered a brainwave biomarker of fragile X syndrome that is shared between mice and human patients. “Identifying this biomarker could broadly impact future translational neuroscience research,” Kornfeld-Sylla says.
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  • estudo em Nature Communications identifica biomarcador de ondas cerebrais de baixa frequência em Fragile X que se apresenta de forma similar em humanos e em camundongos, facilitando estudos de tratamento.
  • pesquisadores mediram EEG em homens, mulheres e camundongos com ou sem Fragile X, comparando padrões de ondas entre espécies e idades.
  • o biomarcador envolve pico de potência em frequências baixas, com diferenças específicas entre Fragile X e desenvolvimento típico; em adultos, o pico fica mais lento, e em jovens é marcado pela redução de potência.
  • o estudo mostrou que esse sinal responde a arbaclofeno, droga que aumenta a atividade GABA, indicando leitura objetiva de eficácia do tratamento em modelo animal e, potencialmente, em humanos.
  • o trabalho envolveu colaboração entre várias instituições e destaca que medir essas ondas de forma minimamente invasiva pode orientar pesquisas translacionais em outros transtornos neurológicos.

O estudo divulgado revela um biomarcador em ondas cerebrais que mede a eficácia de tratamentos para o transtorno do espectro autista, especialmente no síndrome Fragile X. A pesquisa comparou cérebros humanos com modelos em camundongos, buscando padrões consistentes entre as espécies.

Conduzido por uma equipe do MIT, com colaboração nos EUA e Reino Unido, o trabalho utilizou EEG em humanos com e sem Fragile X e em ratos com o modelo da doença. Os dados mostraram padrões parecidos de ondas de baixa frequência entre humanos e camundongos, ao longo de faixas etárias.

A análise inovadora de Kornfeld-Sylla isolou apenas as flutuações periódicas da potência, tornando as comparações entre espécies mais diretas. Os resultados indicam que alterações na frequência baixa são mais estáveis como biomarcador do que mudanças em bandas de alta frequência.

Biomarcador transespécies

Em adultos humanos e camundongos, o pico de potência das ondas de baixa frequência desloca-se para frequências mais lentas no Fragile X, em relação a casos típicos. Em crianças com Fragile X e em ratos jovens, observa-se redução de potência nessa mesma região.

Os pesquisadores identificaram que o pico é composto por dois subpicos, sendo o subpico de menor frequência o que varia especificamente comFragile X. Experimentos adicionais associaram esse subpico à atividade de interneurônios inibitórios.

Avaliação de arbaclofen

O estudo avaliou arbaclofen, droga que aumenta a atividade GABA, em camundongos controle e Fragile X. Mesmo doses únicas tiveram efeito significativo nos controles; nos modelos Fragile X, doses maiores elevaram a potência do subpico-chave, reduzindo a diferença observada.

Essa leitura do biomarcador demonstra uma potencial via para monitorar efeitos fisiológicos de tratamentos. Os autores ressaltam que a terapia com arbaclofen exigiria uso prolongado, não apenas uma dose isolada.

Colaborações e fontes de apoio

A pesquisa envolveu centros como Boston Children’s Hospital, Phelan-McDermid Foundation, Cincinnati Children’s, University of Oklahoma e King’s College London. O estudo foi financiado por NIH, NSF, FRAXA, entre outros, com apoio de diversas instituições.

Os autores destacam que a conexão transespécies facilita a avaliação de tratamentos, permitindo comparar efeitos em camundongos e humanos de forma não invasiva. A abordagem pode ampliar o avanço de estudos translacionais na neurociência.

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