- Pesquisadores desenvolveram um bloqueio de zinco e grafite que, posicionado próximo às iscas, cria um campo elétrico e diminui a captura acidental de tubarões.
- Em linhas de alto profundidade na costa da Flórida, o método reduziu a captura de tubarões em cerca de sessenta e dois por cento em relação aos cabos sem blocos.
- Nos testes, foram usados três grupos: blocos de zinco-grafite, blocos plásticos sem carga e sem blocos; os blocos reduziram significativamente as capturas em comparação aos demais.
- Os resultados foram menos conclusivos em ambientes pelágicos do oceano e não se observaram efeitos consistentes em águas de Massachusetts, sugerindo variações por espécie e ambiente.
- A equipe pretende tornar a aplicação comercial mais prática para pescadores, mantendo o foco em reduzir bycatch sem prejudicar a captura do peixe-alvo, com patente em andamento.
Un estudo publicado em 15 de janeiro na Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences indica que placas de zinco e grafite podem manter sharks afastados de anzóis sem reduzir demais a captura de peixes-alvo. O método gera um campo elétrico simples ao redor dos anzóis, com baixo custo.
Em águas costeiras da Flórida, blocos de zinco e grafite próximos aos anzóis reduziram a captura de tubarões em cerca de dois terços, segundo os pesquisadores. O objetivo é diminuir o bycatch sem comprometer a pesca comercial de espécies desejadas.
A pesquisa, conduzida por Stephen Kajiura, professor da Florida Atlantic University, busca oferecer uma solução barata para pescadores. Ele ressalta que o sistema é específico para afastar tubarões, sem afetar outras espécies.
A bancada do estudo comparou três configurações: bloco de zinco-grafite, bloco plástico visualmente semelhante sem carga elétrica e nenhum bloco. Em demersal, na costa da Flórida, os anzóis com o bloco reduziram a captura para 58 tubarões, frente a 155 com bloco plástico e 190 sem bloco.
Resultados em pelágico offshore apresentaram números insuficientes para conclusões firmes, enquanto em Massachusetts o efeito não se verificou, com muitos tubarões do tipo piked dogfish aparecendo em todos os conjuntos.
Kajiura aponta que a diferença entre espécies explica parte dos resultados. Tubarões demersais costumam pertencer a famílias distintas das capturadas em pesca de superfície, o que sugere potencial de aplicação mais amplo entre espécies da mesma família.
Além da validação parcial, especialistas externos destacam que o método precisa de mais testes para confirmar eficácia em diferentes contextos e espécies. Pesquisadores destacam que o equipamento precisa ser prático para uso comercial.
Os criadores já trabalham em versões comerciais do tratamento, mais simples de aplicar do que os blocos usados no teste. Um pedido de patente está em andamento, com ajustes a partir do feedback de pescadores da Flórida aos Estados Unidos.
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