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Novo livro desvenda mistérios e influência duradoura da arte rupestre

Baumer revela técnicas e contextos do arte rupestre, mostrando como os petroglifos moldaram a civilização humana e influenciam a prática artística contemporânea

Metamorphoses III, a work inspired by rock art by the paper artist Therese Weber
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  • Lançamento do livro Rock Art and Its Legacy in Myth and Art: Petroglyphs from Eurasia, Arabia and Northern Africa, de Christoph Baumer, com ensaio de Therese Weber, pela Bloomsbury Academic em 2025.
  • O livro analisa rochas gravadas (petroglyphs) em várias regiões, destacando a predominância de figuras de bois em Mont Bégo e a diversidade de estilos e técnicas.
  • Explica as dificuldades de datação e o pouco que se sabe sobre o que motivou cada imagem, já que cada sítio pode ter sido usado ao longo de até dois mil anos.
  • Mostra mudanças de comportamento humano registradas nas rochas, como domesticação de animais na Arábia e a evolução de armas de caça para conflitos entre grupos, além da transformação de símbolos ao longo do tempo.
  • Explora a propagação de mitologias, o papel do cavalo como símbolo solar e a evolução para navios, destacando a influência da arte rupestre na prática artística contemporânea.

Surgiu uma nova visão sobre a arte rupestre e seu papel na evolução humana: o livro Rock Art and its Legacy in Myth and Art, de Christoph Baumer, com ensaio de Therese Weber, reúne pesquisa multidisciplinar sobre petroglyphs. A obra analisa técnicas, estilos e o sentido histórico dessas imagens, que vão de registros de vida milenar a manifestações culturais atuais.

Em Mont Bégo, na Vallée des Merveilles, o livro destaca que 80% dos petroglifos representam touros, enquanto figuras antropomórficas somam cerca de 1%. A partir de evidências, Baumer critica leituras shamanistas, defendendo uma leitura mais histórica, sem determinismo ritual.

A examinação abrange regiões da África setentrional, Oriente Médio, Europa e Ásia, com referências a dating nem sempre preciso e à diversidade de formas que os petroglifos assumem ao longo de milênios. Casas figuras podem coexistir por até 2 mil anos no mesmo sítio.

Contribuições para a compreensão da civilização

O livro discute como as imagens relatam a domesticação de animais na Arábia há cerca de 8 mil anos, substituindo cenas de caça por cenas de pastoreio. Em Mongólia, a transição do uso de carruagens para carroças mais leves também fica evidenciada.

Entre os destaques, o texto aponta mudanças de comportamento bélico: armas voltadas ao abate de animais passam a mirar inimigos humanos, sugerindo violência como virtude em determinadas fases da Bronze Age. O estudo traça paralelos entre sítios asiáticos e europeus.

Da descoberta às artes contemporâneas

Tamgaly, no Cazaquistão, mostra a mudança de simbolismo: o cavalo assume lugar de destaque, ligado ao sol, e chega a influenciar representações até a Escandinávia, onde barcos ganham proa de rosto equino. A obra de arte rupestre inspira a prática de artistas contemporâneos.

A exposição do MoMA, em 1937, abriu caminho para debates sobre a relação entre rochas históricas e expressão moderna. Therese Weber discute como os petroglifos comunicam um mundo que não é mais visível, conectando passado e criação atual.

Detalhes da publicação

Rock Art and its Legacy in Myth and Art: Petroglyphs from Eurasia, Arabia and Northern Africa traz síntese de antropologia, etnografia e arqueologia. A edição de Bloomsbury Academic tem 488 páginas, 340 ilustrações em cores e custa £30. O lançamento ocorreu em 13 de novembro de 2025.

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