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Novo catálogo dobra detecções de ondas gravitacionais pelo LIGO, Virgo e KAGRA

Catálogo GWTC-4 mais que dobra detecções, revela buracos negros com massas, spins e assimetrias variadas e contribui para medir a constante de Hubble

A chart shows 218 images of events detected on four observation runs, and each run is a different color. The X-axis is labeled “time” and the Y-axis is labeled “frequency.” The Gravitational-Wave Transient Catalog 4.0, pictured, is a record of cosmic mergers detected between 2015 and 2024 by the LIGO, Virgo, and KAGRA gravitational wave observatories. Each panel is a time and frequency signature of an individual event — the merger of two black holes, two neutron stars, or one of each, somewhere out in the cosmos.
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  • O LVK publicou o Gravitational-Wave Transient Catalog-4.0 (GWTC‑4), com 128 novas candidatas de deteções em maio de 2023 a janeiro de 2024, ampliando o conjunto anterior para mais de 90.
  • O catálogo traz uma variedade maior de binárias, incluindo os buracos negros mais massivos já detectados, pares com massas assimétricas e buracos negros com spins muito elevados, além de dois binaries buraco negro–neutron star.
  • Destacam-se GW231123_135430, o maior buraco negro binário já identificado, e GW231028_153006, com o maior spin de inspiral; GW231118_005626 apresenta sistema especialmente assimétrico.
  • As novas deteções ajudam a entender a formação de buracos negros, a evolução cósmica e a testar a teoria da relatividade geral; um sinal particularmente claro, GW230814_230901, foi usado para verificar previsões da relatividade.
  • O conjunto também permite estimar a constante de Hubble; a estimativa atual é de 76 quilômetros por segundo por megaparsec, com expectativa de maior precisão conforme houver mais detecções.

O LVK Collaboration divulgou um novo conjunto de detecções de ondas gravitacionais, aumentando mais que o dobro do número registrado anteriormente. Entre maio de 2023 e janeiro de 2024, os observatórios LIGO, Virgo e KAGRA registraram 128 candidatos a eventos de ondas gravitacionais, originados de fusões cósmicas distantes. O total de fusões detectadas no quarto ciclo ainda não está registrado no catálogo final.

O GWTC-4, catálogo de ondas gravitacionais, abrange apenas parte do quarto ciclo observacional e traz, pela primeira vez, eventos com maior variedade de sistemas binários de buracos negros. Entre os achados estão pares com massas muito diferentes, buracos negros com rotação excepcionalmente rápida e uma família de binários que combina buracos negros com estrelas de nêutron.

Detalhes das novas detecções

A atualização mostra o buraco negro binário mais pesado já detectado, com cada componente pesando cerca de 130 vezes a massa solar. Um segundo evento destaca-se pela rotação de fusão muito alta, com os buracos negros girando a ~40% da velocidade da luz. Outro binário apresenta assimetria marcante entre as massas.

A observação também inclui dois binários buraco negro-nêutron, ampliando o conjunto de tipos de fonte de ondas gravitacionais. A diversidade de propriedades, como massas, spins e assinaturas de sinal, indica novos caminhos para compreender a formação de buracos negros e a evolução cósmica.

Implicações científicas

O conjunto permite avançar na compreensão de como buracos negros se formam a partir de colapsos estelares e como evoluem ao longo do tempo cósmico. Em termos de relatividade geral, os dados ajudam a testar a teoria em regimes extremos, com alguns sinais mantendo a consistência com as previsões.

Com os novos detritos, cientistas começam a relacionar propriedades de populações de buracos negros, como a distribuição de spins, com o tempo de formação e de fusão. A evidência de spins altos em fusões antigas sugere condições distintas do universo primitivo.

Cosmologia e outros desdobramentos

Os sinais também ajudam a refinar medidas independentes da constante de Hubble, estimando a velocidade de expansão do universo a partir das observações de ondas gravitacionais. A precisão tende a melhorar com a adição de novos eventos em observações futuras.

Pesquisadores destacam que o método representa uma via alternativa para entender o cosmos, sem depender exclusivamente de fontes eletromagnéticas. Ao unir dados de todo o LVK, aumenta-se a confiança nas estimativas cosmológicas.

Perspectivas futuras

Os cientistas ressaltam que o método requer também tratamentos mais precisos de ruído ambiental e instrumentação. As equipes continuam aprimorando a sensibilidade dos detectores e as técnicas de análise para extrair informações cada vez mais detalhadas das ondas gravitacionais.

Lideranças do estudo destacam o potencial de novas descobertas com ciclos de observação adicionais. A expectativa é ampliar o conjunto de fontes, melhorar a compreensão da física de buracos negros e expandir as fronteiras da gravitação.

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