- Pesquisadores do MIT e do Museu de Belas Artes de Boston trabalham para criar réplicas funcionais, físicas e digitais, de instrumentos antigos e históricos, por meio de escaneamento CT, caracterização de materiais e testes acústicos.
- O projeto envolve o Centro de Pesquisa em Materiais na Arqueologia e Etnologia (CMRAE) e a Escola de Humanidades, Artes e Ciências Sociais (SHASS) do MIT, com apoio do MIT Human Insight Collaborative (MITHIC).
- A equipe utiliza um scanner de tomografia computadorizada da Lumafield, aliado a testes de vibração não destrutivos e simulações numéricas, para reproduzir com fidelidade o som dos instrumentos.
- Já foram digitalizados cerca de trinta instrumentos da coleção do MFA, com meta de alcançar pelo menos cem ao longo do projeto, incluindo a confecção de réplicas físicas a partir de moldes de gesso.
- Um exemplo foi a Paracas whistle (assobio Paracas), replicada em laboratório e apresentada em evento anual do MIT em novembro; há planos de produzir instrumentos de madeira com madeira de origem antiga, em parceria com luthiers locais.
A colaboração entre o MIT e o Museum of Fine Arts, em Boston, une arqueologia, etnologia e tecnologia para reproduzir instrumentos históricos com som e forma fiéis. Projetos combinam TC scans, caracterização química e modelagem acústica.
Benjamin Sabatini, pós-doutorando do MIT, buscou a parceria com Eran Egozy para mapear instrumentos do MFA. Mark Rau, novo professor de tecnologia musical, participa junto de Jared Katz, curador de instrumentos musicais do MFA, na ideia de criar cópias utilizáveis.
A iniciativa recebeu apoio do MIT Human Insight Collaborative (MITHIC) e envolve uma equipe de cinco pesquisadores, com Nate Steele e Jin Woo Lee atuando no MFA e MIT. Reunem-se periodicamente no MFA para escanear e testar instrumentos.
Metodologia de reprodução
O grupo usa um TC scanner da Lumafield para medir dimensões internas e externas. Dados são acoplados a testes vibracionais e simulações numéricas para reproduzir, com precisão, o som dos instrumentos.
Como exemplo, o time utiliza uma major hammer com transdutor para gerar sinais de força, registrando vibrações com um vibrometro a laser. As informações alimentam as cópias digitais e físicas.
Produção e materiais
Cópias físicas são criadas com moldes de gesso obtidos a partir de cópias impressas em 3D. Em seguida, moldes são preenchidos com slip, repetindo processos de artefatos como a flauta Paracas (Peru, 600-175 a.C.).
A demonstração prática ocorreu no evento anual do MITHIC, em novembro, exibindo uma réplica utilizável. O grupo planeja, ainda, reproduções em madeira com madeira de primeira qualidade.
Objetivos e futuro
Sabatini destaca o aspecto humanístico da pesquisa, buscando entender quem produziu os instrumentos por meio de materiais e sons. O projeto envolve estudantes do Undergraduate Research Opportunities Program (UROP).
Até agora, foram escaneados cerca de 30 instrumentos da coleção do MFA. A meta é alcançar no mínimo 100 instrumentos catalogados, para documentação e estudos futuros.
Perspectiva de preservação
Katz enfatiza que os instrumentos são belos, mas visam ser ouvidos. O objetivo é proteger as peças originais enquanto permitem que seu som seja experimentado como era no passado.
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